icons.title signature.placeholder Rafael Valesi
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23/07/2013
08:03

Em dez meses de mandato à frente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o brasileiro Ary Graça diz que está tentando modernizar o vôlei como um todo, tanto dentro quanto fora das quadras.

Em uma entrevista concedida ao LANCE!Net no último sábado em Mar del Plata, antes da semifinal da Liga Mundial entre Brasil e Bulgária, o cartola falou que pegou nas mãos uma estrutura arcaica, e que agora pretende investir no marketing da FIVB para tentar captar mais recursos.

Além disso, Graça e sua equipe vêm implementando e estudando melhorias no vôlei como um todo. Uma dessas alterações deverá ocorrer no formato da Liga Mundial, que contou com 16 seleções neste ano. Para 2014, a ideia do dirigente é que 12 países disputem o título da competição.

Confira abaixo trechos da entrevista concedida pelo cartola.

LANCE!Net: Como está sendo sua gestão da FIVB depois de dez meses de mandato na presidência?
Ary Graça: Levei anos para consolidar o vôlei no Brasil. O mesmo vai acontecer na Federação Internacional. Vou enfrentar um status quo de 25 anos. O ser humano não quer mudar, então a estrutura da FIVB é arcaica. Estou profissionalizando a gestão, e quero cada vez menos a interferência dos políticos. A mensagem que quero passar é a de profissonalização e modernização. Vou trabalhar com gente que conhece.

L!Net: Muita gente diz que você manda dentro da CBV. É verdade?
AG: Na gerência não, mas na influência sim. Todo mundo me consulta sobre tudo, por causa de minha experiência. Montei uma equipe que roda sozinha, não preciso ficar lá o tempo todo. Agora estou montando um escritório da FIVB no Leblon (Rio). Vou alternar entre o Rio e a Suíça (onde fica a sede da federação, em Lausanne). Eu viajo muito. Preciso falar para todas as federações as conclusões que o marketing está chegando na federação.

L!Net: Você disse que quer expandir o vôlei pelo mundo. O formato da Liga Mundial deste ano, que colocou o Canadá na fase final, foi uma tentativa neste sentido?
AG: Fizemos uma liga com 12 times com mais seis (no Grupo C), e esses seis eu digo que foi um investimento. Eles não pagaram nada para jogar a liga, eu que paguei. Foi um investimento para que essa gente venha. Mas provavelmente vamos mudar, a fórmula não deverá continuar. Temos de fazer um campeonato profissional, e profissional para valer é somente com 12 países. Vamos discutir ainda, mas essa é minha opinião.

L!Net: Pela primeira vez a tecnologia foi usada na Liga Mundial para ajudar times e árbitros. Como está sendo a experiência para o vôlei?
AG: você pode ver que dá certo. Em duas partidas aqui (na Liga Mundial), foram nove desafios, e em sete os juízes estavam errados. É impossível o camarada olhar se pegou na rede, na mão do cara e ver se a bola foi dentro ou fora. Não dá.

L!Net: E como expandir a tecnologia, já que ela é bastante cara?
AG: Antigamente o celular era um tijolão e custava R$ 4 mil. A tendência é a tecnologia evoluir. Estou bancando o sistema, assim como banquei o show realizado aqui. No Brasil fizemos isso também, na Superliga. Para isso, contratei o cara que fez a festa na abertura da Olimpíada de Londres (Danny Boyle).

L!Net: No Brasil, os clubes já contam que a Superliga terá sets de 21 pontos. Isto está confirmado?
AG: Vamos testar isso no Mundial Sub-23 em Uberlândia (em outubro), mas para a Superliga ainda não está certo. Vamos ver se eles topam ou não, pois tudo é em função da televisão.

*O editor viaja a convite da FIVB

Em dez meses de mandato à frente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o brasileiro Ary Graça diz que está tentando modernizar o vôlei como um todo, tanto dentro quanto fora das quadras.

Em uma entrevista concedida ao LANCE!Net no último sábado em Mar del Plata, antes da semifinal da Liga Mundial entre Brasil e Bulgária, o cartola falou que pegou nas mãos uma estrutura arcaica, e que agora pretende investir no marketing da FIVB para tentar captar mais recursos.

Além disso, Graça e sua equipe vêm implementando e estudando melhorias no vôlei como um todo. Uma dessas alterações deverá ocorrer no formato da Liga Mundial, que contou com 16 seleções neste ano. Para 2014, a ideia do dirigente é que 12 países disputem o título da competição.

Confira abaixo trechos da entrevista concedida pelo cartola.

LANCE!Net: Como está sendo sua gestão da FIVB depois de dez meses de mandato na presidência?
Ary Graça: Levei anos para consolidar o vôlei no Brasil. O mesmo vai acontecer na Federação Internacional. Vou enfrentar um status quo de 25 anos. O ser humano não quer mudar, então a estrutura da FIVB é arcaica. Estou profissionalizando a gestão, e quero cada vez menos a interferência dos políticos. A mensagem que quero passar é a de profissonalização e modernização. Vou trabalhar com gente que conhece.

L!Net: Muita gente diz que você manda dentro da CBV. É verdade?
AG: Na gerência não, mas na influência sim. Todo mundo me consulta sobre tudo, por causa de minha experiência. Montei uma equipe que roda sozinha, não preciso ficar lá o tempo todo. Agora estou montando um escritório da FIVB no Leblon (Rio). Vou alternar entre o Rio e a Suíça (onde fica a sede da federação, em Lausanne). Eu viajo muito. Preciso falar para todas as federações as conclusões que o marketing está chegando na federação.

L!Net: Você disse que quer expandir o vôlei pelo mundo. O formato da Liga Mundial deste ano, que colocou o Canadá na fase final, foi uma tentativa neste sentido?
AG: Fizemos uma liga com 12 times com mais seis (no Grupo C), e esses seis eu digo que foi um investimento. Eles não pagaram nada para jogar a liga, eu que paguei. Foi um investimento para que essa gente venha. Mas provavelmente vamos mudar, a fórmula não deverá continuar. Temos de fazer um campeonato profissional, e profissional para valer é somente com 12 países. Vamos discutir ainda, mas essa é minha opinião.

L!Net: Pela primeira vez a tecnologia foi usada na Liga Mundial para ajudar times e árbitros. Como está sendo a experiência para o vôlei?
AG: você pode ver que dá certo. Em duas partidas aqui (na Liga Mundial), foram nove desafios, e em sete os juízes estavam errados. É impossível o camarada olhar se pegou na rede, na mão do cara e ver se a bola foi dentro ou fora. Não dá.

L!Net: E como expandir a tecnologia, já que ela é bastante cara?
AG: Antigamente o celular era um tijolão e custava R$ 4 mil. A tendência é a tecnologia evoluir. Estou bancando o sistema, assim como banquei o show realizado aqui. No Brasil fizemos isso também, na Superliga. Para isso, contratei o cara que fez a festa na abertura da Olimpíada de Londres (Danny Boyle).

L!Net: No Brasil, os clubes já contam que a Superliga terá sets de 21 pontos. Isto está confirmado?
AG: Vamos testar isso no Mundial Sub-23 em Uberlândia (em outubro), mas para a Superliga ainda não está certo. Vamos ver se eles topam ou não, pois tudo é em função da televisão.

*O editor viaja a convite da FIVB