icons.title signature.placeholder Rafael Valesi
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23/07/2013
09:06

A jogadora Juliana, que já deu muitas alegrias ao vôlei de praia brasileiro e à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) com medalhas como o bronze na Olimpíada de Londres-2012 e o título mundial em 2011, agora é alvo de críticas do próprio ex-presidente da entidade. Ary Graça, que agora chefia a Federação Internacional de Vôlei (FIVB), reclamou da postura da jogadora em entrevista ao LANCE!Net durante a fase final da Liga Mundial, em Mar del Plata.

O cartola citou o episódio do corte da atleta antes da Olimpíada de Pequim-2008, em que ela sofreu uma ruptura de ligamento no joelho direito. E deu a entender que este fato foi uma das influências na criação da Seleção Brasileira da modalidade, que entrou em vigor neste ano. Antes, os atletas escolhiam seus parceiros e técnicos, assim como a carga de treinos. Agora, tudo isto está nas mãos da CBV, além da convocação para competições internacionais.

– O conceito inicial do vôlei de praia era liberdade total, todo mundo fazia o que queria. O técnico era empregado do jogador. Então não estávamos como antes. Tínhamos aquelas duplas de sempre, Ricardo e Emanuel, Adriana e Shelda, Juliana e Larissa... A Larissa e a Juliana treinavam com uma responsabilidade incrível, mas chegou na véspera da Olimpíada (de Pequim), ela (Juliana) machucou o joelho. Iríamos levar outra jogadora, mas ela disse "não, vocês têm de esperar por mim". Isso tem cabimento? E 48 horas antes de embarcar ela disse que não iria, tivemos de chamar a Ana Paula correndo. Uma empresa não pode ficar dependendo da vontade de seus funcionários e dos seus jogadores. Agora está organizado, vai quem é indicado por nós - falou Graça, deixando claro que ainda tem poder de decisão dentro da CBV, apesar de não fazer mais parte oficialmente da entidade.

Outro argumento utilizado pelo dirigente para justificar a Seleção Brasileira é que ela serviu também para colocar os atletas na linha no que diz respeito a parte física. 

- A Talita nunca ganhou tanto como agora. A Maria Elisa veio me agradecer. Todo mundo está em forma. O Bruno (Schmidt) chegou muito acima do peso, o Ricardo também. Houve um foco no treinamento e deu resultado.

Quando analisou as chances de pódio do país na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, Ary Graça novamente alfinetou Juliana, dando a entender que está descontente com a ausência dela da Seleção Brasileira.

- No masculino vamos disputar o pódio. No feminino, com a saída da Larissa e a Juliana fazendo malcriações, o trabalho triplicou. Não estava esperançoso, mas como o trabalho deu certo, acho que vamos subir no pódio também - falou o mandatário da FIVB.

*O editor viaja a convite da FIVB

A jogadora Juliana, que já deu muitas alegrias ao vôlei de praia brasileiro e à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) com medalhas como o bronze na Olimpíada de Londres-2012 e o título mundial em 2011, agora é alvo de críticas do próprio ex-presidente da entidade. Ary Graça, que agora chefia a Federação Internacional de Vôlei (FIVB), reclamou da postura da jogadora em entrevista ao LANCE!Net durante a fase final da Liga Mundial, em Mar del Plata.

O cartola citou o episódio do corte da atleta antes da Olimpíada de Pequim-2008, em que ela sofreu uma ruptura de ligamento no joelho direito. E deu a entender que este fato foi uma das influências na criação da Seleção Brasileira da modalidade, que entrou em vigor neste ano. Antes, os atletas escolhiam seus parceiros e técnicos, assim como a carga de treinos. Agora, tudo isto está nas mãos da CBV, além da convocação para competições internacionais.

– O conceito inicial do vôlei de praia era liberdade total, todo mundo fazia o que queria. O técnico era empregado do jogador. Então não estávamos como antes. Tínhamos aquelas duplas de sempre, Ricardo e Emanuel, Adriana e Shelda, Juliana e Larissa... A Larissa e a Juliana treinavam com uma responsabilidade incrível, mas chegou na véspera da Olimpíada (de Pequim), ela (Juliana) machucou o joelho. Iríamos levar outra jogadora, mas ela disse "não, vocês têm de esperar por mim". Isso tem cabimento? E 48 horas antes de embarcar ela disse que não iria, tivemos de chamar a Ana Paula correndo. Uma empresa não pode ficar dependendo da vontade de seus funcionários e dos seus jogadores. Agora está organizado, vai quem é indicado por nós - falou Graça, deixando claro que ainda tem poder de decisão dentro da CBV, apesar de não fazer mais parte oficialmente da entidade.

Outro argumento utilizado pelo dirigente para justificar a Seleção Brasileira é que ela serviu também para colocar os atletas na linha no que diz respeito a parte física. 

- A Talita nunca ganhou tanto como agora. A Maria Elisa veio me agradecer. Todo mundo está em forma. O Bruno (Schmidt) chegou muito acima do peso, o Ricardo também. Houve um foco no treinamento e deu resultado.

Quando analisou as chances de pódio do país na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, Ary Graça novamente alfinetou Juliana, dando a entender que está descontente com a ausência dela da Seleção Brasileira.

- No masculino vamos disputar o pódio. No feminino, com a saída da Larissa e a Juliana fazendo malcriações, o trabalho triplicou. Não estava esperançoso, mas como o trabalho deu certo, acho que vamos subir no pódio também - falou o mandatário da FIVB.

*O editor viaja a convite da FIVB