icons.title signature.placeholder Alyson Gonçalo e Bruno Cassucci
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07/07/2013
08:11

Nos últimos anos, a disputa pela artilharia e o protagonismo no Santos foi desleal. Não houve quem rivalizasse com Neymar. Com a saída do craque, o posto está vazio, mas um jogador já desponta como forte candidato a assumí-lo. E trata-se de um nome surpreendente: Cícero, que apesar de volante, é o goleador do atual elenco na temporada, com 10 gols.

Contratado no começo do ano sem badalação, o camisa 8 se adaptou rapidamente na Vila Belmiro, ganhou o respeito da torcida e passou a balançar as redes com frequência. Ele diz não entrar pilhado para marcar, mas não esconde o prazer em fazer gols. Neste domingo, contra o São Paulo, seu ex-clube, então...

– Às vezes acho que até me sinto melhor dando assistência, mas o gol é bom pra caramba também, né? (risos) – afirma o volante.

A fase é tão boa, que ele tem apenas um gol a menos do que todos os atacantes do Santos juntos: Giva fez quatro, Miralles, cinco, e Willian José e Neílton têm um cada.

Embora rechace o rótulo de protagonista, Cícero se empolga com a ideia de ser o artilheiro santista na temporada. Faltam apenas três para igualar Neymar neste ano.

– Ele era uma referência, e saiu, mas a responsabilidade tem que ser dividida entre todos. Os gols têm saído e eu estou trabalhando para fazer o melhor pelo clube. Espero que continue assim e que eu possa ser o artilheiro da equipe, seria ótimo.

As boas atuações fizeram o volante ganhar status de inegociável. Nas últimos dias, o Internacional tentou a sua contratação, mas o Peixe avisou que não aceita liberá-lo. Vinculado ao Tombense-MG, clube do empresário Eduardo Uram, Cícero está emprestado até o fim de 2014.

– Meu trabalho está sendo feito, mas não penso em parar por aí!

Bate-Bola com Cícero, volante, em entrevista ao LANCE!Net:

Como foi esse tempo só treinando, sem partidas oficiais?
Dá uma saudade. Tinha uma boa causa, a Copa das Confederações, mas essas semaninhas já deixam a gente louco para voltar a atuar.

No Santos, você tem a melhor média de gols da carreira. Encontra alguma explicação para isso?
Em outras equipes, como São Paulo e Fluminense, eu atuava até mais avançado do que aqui, como meia. Mas no Santos estou atuando numa posição na qual me sinto bem, que é vindo de trás, com a possibilidade de chutar à gol. É assim que quero chegar à Seleção.

Você chegou sem muito alarde ou badalação e tem se destacado...
Gosto de chegar em equipes qualificadas, com grandes nomes. Sei que, se o time for bom, vou contribuir muito. Sei da minha capacidade. Isso aconteceu no Fluminense e dei conta do recado. Muitos olham o nome do jogador e hoje todo mundo sabe quem é o Cicero, reconhecem.

Você está se aproximando de uma marca importante, o centésimo gol na carreira. Ansioso pela marca?
Eu estava pensando nesses últimos dias, tenho 94 gols. Falo que, se fizer mais seis, vou chegar no milésimo (risos). Um cara de meio de campo, em 11 anos de carreira, com 100 gols é coisa pra caramba. Se seguir nessa pegada, acho que até passo, né?. Mas não gosto de prometer, deixo acontecer naturalmente.

Sem o Neymar, você pode assumir o papel de protagonista?
Tenho a minha responsabilidade, acho que tenho que fazer o time jogar. Mas a responsabilidade dos resultados tem que ser dividida com todos. É lógico que um aparece mais do que outro, mas todos são importantes. Dentro de campo, tento chamar pra mim. Contra o Atlético-MG, por exemplo, coloquei isso na cabeça e deu certo.

Nos últimos anos, a disputa pela artilharia e o protagonismo no Santos foi desleal. Não houve quem rivalizasse com Neymar. Com a saída do craque, o posto está vazio, mas um jogador já desponta como forte candidato a assumí-lo. E trata-se de um nome surpreendente: Cícero, que apesar de volante, é o goleador do atual elenco na temporada, com 10 gols.

Contratado no começo do ano sem badalação, o camisa 8 se adaptou rapidamente na Vila Belmiro, ganhou o respeito da torcida e passou a balançar as redes com frequência. Ele diz não entrar pilhado para marcar, mas não esconde o prazer em fazer gols. Neste domingo, contra o São Paulo, seu ex-clube, então...

– Às vezes acho que até me sinto melhor dando assistência, mas o gol é bom pra caramba também, né? (risos) – afirma o volante.

A fase é tão boa, que ele tem apenas um gol a menos do que todos os atacantes do Santos juntos: Giva fez quatro, Miralles, cinco, e Willian José e Neílton têm um cada.

Embora rechace o rótulo de protagonista, Cícero se empolga com a ideia de ser o artilheiro santista na temporada. Faltam apenas três para igualar Neymar neste ano.

– Ele era uma referência, e saiu, mas a responsabilidade tem que ser dividida entre todos. Os gols têm saído e eu estou trabalhando para fazer o melhor pelo clube. Espero que continue assim e que eu possa ser o artilheiro da equipe, seria ótimo.

As boas atuações fizeram o volante ganhar status de inegociável. Nas últimos dias, o Internacional tentou a sua contratação, mas o Peixe avisou que não aceita liberá-lo. Vinculado ao Tombense-MG, clube do empresário Eduardo Uram, Cícero está emprestado até o fim de 2014.

– Meu trabalho está sendo feito, mas não penso em parar por aí!

Bate-Bola com Cícero, volante, em entrevista ao LANCE!Net:

Como foi esse tempo só treinando, sem partidas oficiais?
Dá uma saudade. Tinha uma boa causa, a Copa das Confederações, mas essas semaninhas já deixam a gente louco para voltar a atuar.

No Santos, você tem a melhor média de gols da carreira. Encontra alguma explicação para isso?
Em outras equipes, como São Paulo e Fluminense, eu atuava até mais avançado do que aqui, como meia. Mas no Santos estou atuando numa posição na qual me sinto bem, que é vindo de trás, com a possibilidade de chutar à gol. É assim que quero chegar à Seleção.

Você chegou sem muito alarde ou badalação e tem se destacado...
Gosto de chegar em equipes qualificadas, com grandes nomes. Sei que, se o time for bom, vou contribuir muito. Sei da minha capacidade. Isso aconteceu no Fluminense e dei conta do recado. Muitos olham o nome do jogador e hoje todo mundo sabe quem é o Cicero, reconhecem.

Você está se aproximando de uma marca importante, o centésimo gol na carreira. Ansioso pela marca?
Eu estava pensando nesses últimos dias, tenho 94 gols. Falo que, se fizer mais seis, vou chegar no milésimo (risos). Um cara de meio de campo, em 11 anos de carreira, com 100 gols é coisa pra caramba. Se seguir nessa pegada, acho que até passo, né?. Mas não gosto de prometer, deixo acontecer naturalmente.

Sem o Neymar, você pode assumir o papel de protagonista?
Tenho a minha responsabilidade, acho que tenho que fazer o time jogar. Mas a responsabilidade dos resultados tem que ser dividida com todos. É lógico que um aparece mais do que outro, mas todos são importantes. Dentro de campo, tento chamar pra mim. Contra o Atlético-MG, por exemplo, coloquei isso na cabeça e deu certo.