icons.title signature.placeholder Amir Somoggi
18/04/2014
08:02

Neste fim de semana começa a mais importante competição do futebol do país, a Série A. Entretanto, no momento, ninguém afirma quais as 20 equipes que estarão presentes no principal campeonato brasileiro. Assim como ocorreu no fim do ano passado com o imbróglio envolvendo a Portuguesa e a manutenção do Fluminense na Série A, uma outra história, igualmente confusa, vem contribuindo para manchar a já desgastada imagem do torneio da CBF. Embora a entidade tenha conseguido derrubar a liminar do Icasa, até agora não se sabe ao certo qual equipe entrará em campo: o Figueirense ou a equipe cearense.

Nosso sofrido Campeonato Brasileiro, competição que para muitos (não me incluo nesse grupo) é a mais disputada do mundo, tem públicos baixos, nenhuma promoção por parte da CBF e dos clubes e agora vive uma crise institucional.

O caso da Portuguesa e agora do Figueirense virou o exemplo de como infelizmente as coisas funcionam no futebol brasileiro. Na era da internet e da informação, clubes sendo punidos por não haver um sistema informatizado que informe aos clubes que determinados jogadores não possam atuar nas partidas.

Parece inacreditável a CBF segundo seu balanço em 2012 faturou R$ 381 milhões e teve lucro de R$ 56 milhões. Nos últimos dois anos o lucro acumulado da entidade foi de R$ 129 milhões.

Portanto, não é por falta de recursos que a entidade máxima do futebol brasileiro não informatizou o sistema de punições dos atletas e sua divulgação para os clubes. O ideal é que houvesse um bloqueio para que os times simplesmente não pudessem escalar jogadores punidos, simples assim.

A Série A, uma desconhecida do futebol global, inclusive entre os nossos vizinhos, vive seu pior momento desde a adoção dos pontos corridos em 2003. No site da CBF está marcado para o domingo a partida Fluminense X Figueirense, nada mais emblemático. Nem nos tempos que vivíamos do tapetão, viradas de mesa e fórmulas esdrúxulas a cada temporada nosso futebol chegou a esse ponto.

Isso apenas comprova que nosso futebol não sofre pela falta de recursos, mas por uma total ausência de organização, foco no profissionalismo e respeito ao torcedor. Depois, alguns não sabem porque os jovens preferem as Ligas Europeias e a Champions League. São espertos, estão vendo o que está acontecendo por aqui.

Ou mudamos ou nosso futebol viverá na ilusão que ainda somos o país do futebol. Acorda futebol brasileiro!