icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
17/11/2014
16:19

Em Las Vegas para fazer parte de uma coletiva de imprensa especial que acontece nesta segunda-feira, onde o Ultimate vai anunciar seu calendário para 2015, Vitor Belfort participou de uma conferência por telefone onde falou sobre a disputa de título com Chris Weidman no UFC 184, que acontece no dia 28 de fevereiro, em Los Angeles (EUA). Entre muitos assuntos, Vitor avaliou o comportamento do atual campeão dos médios, que tem protagonizado inúmeras provocações ao brasileiro, além de falar sobre sua expectativa pela chance de se tornar o único lutador na história a ser campeão do UFC em três categorias diferentes.

Ao ser perguntado sobre as mudanças em seu estado físico uma vez que vai se apresentar fora das condições anteriores, quando ainda fazia o uso do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona), Vitor acalma os fãs e garante estar melhor do que nunca.

- Nunca estive tão forte e explosivo. Estou bem melhor do que antes. O negócio é a mente. A maioria das pessoas tem a cabeça insegura. Com o talento que Deus me deu, desenvolvo isso. Se eu não trabalhar duro, não vou a lugar nenhum. A luta é sempre pelo cinturão. Será o terceiro cinturão, vou fazer história. Conquistei meu espaço, estou aqui. Estou aqui para pegar o cinturão que é meu. Vou fazer o que ninguém fez antes na história - declarou o fenômeno, em conversa por telefone.

Chris Weidman, atual campeão dos médios, tem direcionado diversas provocações ao brasileiro. Questionado sobre sua reação quanto a nova postura do rival, Vitor prefere não entrar em polêmica, mas manda seu recado.

- Não tenho nada para falar do meu oponente. Essa pergunta (sobre as provocações de Weidman) é mais para ele, e não para mim. O que foi? Ele está preocupado comigo? Estou treinando, comprando meu ouro. Não vai ter mais papo - declarou.

O ex-campeão dos pesados e dos meio-pesados do UFC ainda avaliou o ano de 2014, onde ficou sem pisar no octógono. Com sua última apresentação em novembro de 2013, Belfort garante que o ano foi de evolução e que tem "novas armas" para enfrentar Weidman.

- Sou um lutador diferente, uma espécie diferente. Treino de segunda a sábado. As minhas lutas não são só no octógono. Posso dizer que cresci muito, aprendi novas técnicas. No meu time, a Blackzilians, tenho parceiros como Anthony Johnson, Rashad Evans, Gilbert Durinho... Luta eu tenho na academia todo dia. Foi um ano onde consegui me reinventar. A palavra reinventar existe dentro de mim desde que eu tinha 19 anos. Todos temos essa chance, mas nem todos conseguem fazer o que fiz. Foi um ano de crescimento, onde fui comprar algumas armas. Foi um ano de "shopping" (compras, em inglês) e de aprendizado. Vocês já viram muita coisa, mas eu digo: preparem-se! Treinei muito, comprei boas armas - analisou.

Confira um bate-bola com Vitor Belfort
O que você acha que acontece para lutadores, especialmente campeões, estarem se lesionando com tanta frequência? 
Lesão é normal, sempre normal. Mas, tem uma coisa importante que faço no treino que é me preocupar com o desgaste fisiológico. Os atletas não estão tendo essa consciência de que lesões ocorrem com o desgaste. Lutadores acham que quanto mais, melhor. Hoje em dia, também tem muito treinador de aventureiro. São varios fatores, não é um dia só. Não se pode treinar forte sempre, isso vai encurtar sua carreira. Tem de pensar a longo prazo, e não a curto.

Como foi recomeçar os treinos sem o TRT?
Você tem que entender que infelizmente a regra mudou, o jogo mudou. Não podia mais, tinha plena confiança nisso. Para cuidar da minha saúde, tenho um médico, sou acompanhado com a parte médica. Tudo é um acompanhamento. Tem de ter essa mentalidade forte. Estou mais forte do que antes, em todos os aspectos. Não tem mais desculpa, acabou.

Belfort nocauteou três rivais para garantir chance pelo título (FOTO: Divulgação/UFC)


E o que você pode detalhar quanto a parte física?
Imagina ter que fazer um treinamento e da noite para o dia ser proibido... O cansaço era maior e saúde é uma coisa importante. Na minha cabeça, é muito importante essa consciência. A determinação que tenho é uma coisa com raça e confiança.