icons.title signature.placeholder Michel Castellar
03/07/2014
09:00

A invasão argentina em Brasília, para o confronto contra a Bélgica, sábado, pelas quartas de final da Copa, pode dar um novo alento aos setores hoteleiro, de restaurantes e de bares que têm amargado um prejuízo com a realização do Mundial. Por isso, mesmo com a possiblidade de os hermanos provocarem distúrbios, são aguardados com ansiedade.

- Nosso setor está muito prejudicado. Tem alguns poucos bares, restaurantes que têm tradição de passar jogos que estão bem. Estamos com um déficit de 40% em relação ao mesmo período do ano passado - afirmou o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar-DF), Clayton Faria Machado.

De acordo com Machado, a chegada dos argentinos pode representar maiores ganhos. Principalmente, porque muitos não vão ao jogo e ficarão espalhados pela cidade.

Para o presidente do Sindhobar-DF, a principal causa do prejuízo é o fato de os jogos na capital federal terem sido disputados às 13 horas. O que afasta o público dos restaurantes e bares.

Em relação ao hotéis, a situação também está ruim, segundo afirmou o presidente do Sindhobar-DF. A taxa de ocupação, em média, está 30% menor se comparado com o mês de junho do ano passado.

- Temos uma falsa ilusão de que os hotéis estão lotados, porque tem um monte de gente na rua. Nos dias de jogos, a taxa média de ocupação fica entre 70% e 80%, mas quando a capital funciona, com o Congresso e órgão públicos com expediente, a taxa fica sempre em 100% - considerou Machado.

A permanência dos torcedores que vão assistir aos jogos em Brasília tem sido de um dia. Machado argumentou que, por exemplo, após um jogo há 75 vôos que deixam a capital e levam com eles a torcida.

- Tem uma série de empresários doidos para a Copa acabar e o Brasil ser eliminado. Aí, tudo volta do normal - ressaltou o presidente do Sindhobar-DF.

Pelas estimativas da Polícia Federal, cerca de 50 mil argentinos chegarão a Brasília.

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Taxistas engrossam o coro dos descontentes

Alguns taxistas também reclamam do movimento da Copa do Mundo. E a chegada dos argentinos tem trazido medo.

O receio é o de que os hermanos dêem calotes na hora do pagamento. Muitos até cogitam cobrar antes de realizar a corrida.

- Cobrar antes é ilegal. Não vamos dar essa orientação. O melhor é receber antes de o passageiro deixar o carro. Que os taxistas não caiam na conversa de que: vouo ali pegar dinheiro e volto - frisou o primeiro secretário do Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do Distrito Federal (Sinpetaxi), Sergio Aureliano e Silva.

Silva disse que muitos taxistas reclamam porque a demanda pelos serviços projetada pelo governo não se concretizou. Mas ele informou que houve um aumento de 20% no uso de táxis em relação ao mesmo período em 2013.