icons.title signature.placeholder Murilo Dias
08/07/2014
17:28

O tempo nublado e a pouca cantoria apontavam que o acampamento da torcida da Argentina, em São Paulo, não mostrava ser tudo aquilo que pintava, pelo menos por alguns instantes. Poucos restaram, dos mais de 500 instalados no Sambódromo do Anhembi.

Um dos que preferiu ficar "em casa" do que acompanhar o jogo da Seleção Brasileira foi Julian Torres, de 51 anos, vindo de Buenos Aires. Com mais quatro amigos, Julian embarcou em seu trailer no dia 11 de junho e está rodando o Brasil atrás de sua seleção. Para ele, como todo argentino, seu país será campeão e em uma final onde o Brasil pode não estar.

- O Brasil não assusta mais como antes. É o pior time de tempos para cá, falta algo. Sem o Neymar então - disse, para ser interrompido por seu amigo.

- O Neymar machucou as costas porque carregava o time do Brasil.

Franco Tano, 32 anos, também saiu de Buenos Aires e, assim como Julian, ficou no acampamento. Cozinheiro da turma de 4 amigos, em um enorme trailer, exibia seu pedaço de carne, que prepararia para o jogo, para todos que passavam. Com poucas palavras, uma certeza:

- Brasil vai sair - afirmou.

O acampamento argentino conta com a segurança da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e da segurança particular do complexo do Anhembi. Cada carro que entra no local recebe uma numeração e o número e a província dos passageiros é questionada. Até agora, segundo um dos seguranças, não foi registrada nenhuma ocorrência grave.