icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
27/06/2014
18:45

Jorge Sampaoli é treinador do Chile, mas seu coração e seu passado seguem sendo argentinos. Nascido em Casilda, província de Santa Fé (ARG), o comandante de Alexis

Sánchez, Valdia & Cia. tem no Brasil seu maior rival. Na tarde desta sexta-feira, em entrevista coletiva no Mineirão, ele não escondeu que o confronto deste sábado, em Belo Horizonte, terá um sabor especial.

- Pela minha natureza de ser argentino, meu clássico sempre foi o Brasil. A emoção de estar aqui, com seleção chilena, é muito grande. Sempre foi meu clássico, desde a adolescência. Adoro esse tipo de jogo, sei que é especial, sei que de fato é especial, mas também é complicado. O Chile cresceu muito com essa mentalidade, hoje conseguem desenvolver jogo sem nenhum temor - afirmou.

A rivalidade com o Brasil foi intensificada pelos torneios sul-americanos, já que o treinador foi comandante da Universidad (CHI) por quatro anos, enfrentando equipes brasileiras em todas as temporadas. Rivalidade à parte, o argentino deixou claro seu respeito pela seleção verde e amarela que, segundo ele, já percorreu um caminho que a equipe vermelha ainda precisa repetir.

- A busca do futebol chileno é encontrar um lugar, não podemos passar despercebidos, precisamos entrar para a história de outra forma. O Brasil já tem essa história, nós precisamos buscá-la - disse.

- Não é por sorte que o Brasil saiu vitorioso. O Brasil ganhou cinco Copas, e ganhar do Brasil não é fácil. Estatisticamente, o Brasil vai além de qualquer seleção, especialmente jogando em casa, com seu povo e também com a qualidade de seu técnico e jogadores. Mas sabemos que temos possibilidade de mudar a história, que de fato é complexa, mas vamos enfrentá-la com valentia - completou.

Por fim, Sampaoli falou sobre a presença de tantos argentinos na Copa do Mundo. Além dele, José Pekerman (Colômbia) e Alejandro Sabella (Argentina) trabalham no Mundial - todos se classificaram para a fase de mata-mata da competição.

- Acredito que um argentino estar no Mundial significa mais um orgulho dos meus conterrâneos do que meu próprio orgulho, já que estou mais relacionado à sensação do povo chileno, que tem esperança de ter algo que estão esperando há muito tempo - finalizou.