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08/12/2013
16:02

O domingo tem como compromisso para o Grêmio a partida com a Portuguesa, que pode selar a vice-liderança e a vaga direta para a Libertadores na próxima temporada. Essa presença é um dos trunfos para catalputar de vez a Arena, que completa um ano de sua inauguração sem ter lotado uma única vez, com média de pouco mais de 20 mil pessoas e uma série de polêmicas principalmente fora de campo.

O maior público do estádio foi na inauguração, no amistoso com o Hamburgo, com mais de 60 mil pessoas. Este fato nos coloca no primeiro problema da Arena: no duelo da Libertadores, com a LDU, com o setor norte liberado, sem cadeiras, a avalanche, tradicional comemoração da torcida, rompeu a grade de proteção na beira do gramado. Sete pessoas ficaram feridas. A partir deste momento, a arquibancada norte passou a ser assunto.

O Ministério Público gaúcho acompanhou a situação de perto. A Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros eram à favor da colocação de cadeiras no setor. O clube se posicionou contra e uma longa negociação se iniciou. O setor foi reaberto, mas com capacidade reduzida, por conta da instalação de barras antiesmagamento. De cerca de 10 mil pessoas, caiu para 5,5 mil. A capacidade total foi de 60,5 mil para 55,5 mil pessoas.

A meta era que a média de torcedores fosse de 40 mil pessoas. Nesta temporada, a média passou dos 20 mil: foi de 25.012. No ano, o maior público foi em Grêmio x Atlético-PR, na semifinal da Copa do Brasil, com 43.899. Pouco houve de evolução na tentativa de fazer o estádio ser lucrativo. No entorno da esplanada, só a loja do Grêmio, ainda improvisada. A Calçada da Fama passa despercebida aos torcedores. Da relação mais estreia com o Olímpico, saiu apenas o letreiro de "Campeão do Mundo".

Esse atraso acontece por conta da renegociação contratual. Ainda no início do ano, o presidente Fábio Koff pediu que o contrato com a OAS fosse revisto. As partes travaram uma longa negociação em diversos pontos - os dois principais, que o Grêmio passa a pagar R$ 12 milhões no primeiro ano de Arena, ao contrário dos R$ 43 milhões previstos para a migração e que o clube terá participação nos empreendimentos imobiliários construídos pela construtora.

Em junho, em uma entrevista coletiva na Arena celebrou o acerto. No entanto, as conversas continuaram e o novo acordo ainda não foi assinado. O clube, em sua vistoria final, apontou cadeiras descolorindo antes do aceitável, 1,4 mil assentos em falta e cerca de 400 pontos cegos no estádio. A promessa é que o novo contrato seja firmado nos próximos dias. A partir daí, são 90 dias para que o Tricolor se mude "de mala e cuia" para a Arena e deixe a área do Olímpico. Além disso, o prazo é o mesmo para a implosão do estádio e também fim das obras do Centro de Treinamentos, que está sendo construído em frente ao novo estádio.

Gramado da Arena do Grêmio foi mudado no último mês e apresentou falhas (Foto: Eduardo Moura)


O gramado, que foi trocado recentemente e ficou com aspecto ruim, também foi problema no início do ano. O tempo melhorou o "tapete" e deixou os jogadores desfilarem qualidade.

Futuro de soluções

O ano de 2014 promete crescimento do novo estádio. Com o novo acordo, a comercialização dos "naming rights" e dos pontos comerciais no local são esperados. O que melhoraria o fluxo de caixa do clube e da Arena, empresa gerada da parceria entre Grêmio e OAS. O restaurante com visto para o campo, prometido durante as obras, também deve sair do papel.

Ainda em dezembro, o torcedor tem novidades. O clube gaúcho abrirá o Arena Tour no dia 13 de dezembo. Dará a chance dos torcedores conhecerem as entranhas do estádio. A ideia é que o passeio dos tricolores acabe na nova loja, quatro vezes maior que a do Olímpico, que gera cerca de R$ 1 milhão mensais aos cofres.

No primeiro ano de estádio, o Tricolor fez 31 jogos na nova casa, com 18 vitórias, oito empates e cinco derrotas. Aproveitamento de 66%. Foram 38 gols marcados - Barcos e Kleber, com sete, são os artilheiros do novo estádio -, contra 18 sofridos.