icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
11/12/2013
20:50

No dia seguinte à vistoria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) às obras da Arena Corinthians, cinco de oito guindastes que haviam sido interditados pela Defesa Civil foram liberados para a sequência da construção do estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014. Técnicos do Ministério devem fazer a inspeção dos outros três até segunda-feira, quando se reunirão com a Odebrecht para definição de prazos e pedido de garantias.

No último dia 27 de novembro, o guindaste utilizado para a colocação da última peça de cobertura do estádio desabou, vitimando dois operários que trabalhavam nas obras. Os destroços do guindaste tombado ainda interditam 5% das obras, mas serão retirados no dia 15 de janeiro. Um mês depois, em 15 de fevereiro, a expectativa é que esteja tudo pronto para o içamento da nova peça e a finalização da cobertura atualmente comprometida.

O Ministério do Trabalho e Emprego informou que as peças desmontadas serão retiradas por mais de 30 caminhões até o dia 15 de janeiro, três meses antes do prazo de entrega estipulado pela Fifa e pelo COL (Comitê Organizador Local). O Instituto de Criminalística já liberou a área da tragédia após a perícia que deve ser divulgada entre 20 e 80 dias, assim como a Defesa Civil, que aguarda apenas uma solicitação para obras emergenciais. A Subprefeitura de Itaquera é responsável pelo documento.

Na próxima segunda-feira, Odebrecht e Ministério do Trabalho farão uma reunião para oficializar as datas propostas até a entrega do estádio e negociar acordos de redução de horas de trabalho - o operador de guindaste José Walter Joaquim afirmou ter trabalhado 18 dias seguidos antes da tragédia, ainda em investigação se foi acidente ou infração penal. A Odebrecht, por sua vez, afirma que o operador folgou no domingo anterior.

DEFESA CIVIL AGUARDA PARECER DA SUBPREFEITURA

Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil, afirmou que os 5% da Arena Corinthians atualmente interditados podem ser liberados nos próximos dias para os trabalhos da Odebrecht. O processo é paralelo à investigação do 65º Distrito Policial sobre as causas do acidente e não compromete na coleta de evidências, já que a Polícia Científica liberou a área.

- A Defesa Civil fez a interdição emergencial, já que ainda havia alguma ameaça de acidente. Após isso, o pessoal da subprefeitura local elabora um auto de interdição. Com base nesse auto, o proprietário, que é responsável por tudo, se dirige à subprefeitura e faz solicitação para obras emergenciais, tudo para colocar o local em segurança. A partir daí que recomeça a execução das obras - explicou.