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23/02/2015
18:42

Acusado de ter chamado o jogador Júnior Paraíba de macaco, durante o primeiro tempo da partida em que o URT, time do jogador, empatou em 0 a 0 com o Villa Nova, o juiz  Ronei Cândido Alves deu uma declaração à Rádio Globo-BH na qual ele afirma categoricamente que em nenhum momento fez injúrias racistas.

O árbitro ainda diz que, além das imagens, a própria reação do jogador, seguindo para o jogo normalmente depois de levar o amarelo, indica isso. O árbitro também estranha o fato de que, apenas 35 minutos depois do lance, o jogador resolveu relatar a suposta injúria.

- O que posso falar a todos é que vejam as imagens, elas são claras.  O atleta  vem reclamar de uma marcação, é advertido com o amarelo, me mantenho tranquilo. A própria imagem mostra o jogador sendo contido por companheiros e depois se retira e vai se posicionar na área. É muito estranho essa atitude de um atleta que diz que foi insultado. Sinceramente, se eu tivesse proferido palavras racistas que ele alega, ele teria essa postura? Creio que tentaria me agredir. Ir para os microfones das rádios, na polícia. Ele não iria esperar 35 minutos para falar com um diretor do clube. E porque seus companheiros não ratificaram dizendo que ele foi insultado? - disse a Radio Globo BH.

Ronei disse que tomou conhecimento apenas no intervalo do jogo, no vestiário, lembrando que o policiamento desceu até o vestiário da arbitragem para saber se ocorreu algum problema. Ele disse que não.

- Depois, quando voltei a campo, atrasei o jogo durante três minutos para que o atleta se pronunciasse e ele não o fez. Aí ficou o disse-me-disse. Repito, vejam as imagens e tirem as suas conclusões, não teve discussão. Só um atleta tentando me peitar - disse.

- O policiamento teve até de usar gás de pimenta e 30 pessoas foram para no hospital por causa de uma conduta impensada de um atleta. Fui mal julgado por essas pessoas. Uma catimba desnecessária.  A emoção não pode sobressair no meu trabalho, havia duas equipes envolvidas, torcedores. Não podia me deixar abater por palavras mal faladas e comandei o segundo tempo muito bem. Fui até melhor do que na primeira etapa.

Ronei diz que o fato de o atleta não ter registrado o racismo na polícia é mais uma prova de que todas as declarações sobre racismo são inverídicas.

- O atleta não fez o  boletim de ocorrência, pois eu estou falando a verdade sobre o que aconteceu. Aliás, entrei em todos os programas esportivos e repetindo a mesma coisa. Já o jogador e a URT  não aceitam falar. Esse silêncio fala por si. Me chateia muito esse modismo de tentar vender uma imagem usando inverdades. Mas a mentira num momento acaba e a verdade terá de ser mostrada.

Ele se mostrou muito chateado como alguns órgãos de imprensa divulgaram o caso.

- Teve sites que escreveram que eu implorei para que ele não fosse à polícia. Isso foi uma mentira. Não implorei nada porque não houve insutlo. Se eu sou insultado, vou buscar meus direitos. Porque ele não fez isso? - concluiu Ronei Cândido Alves.