icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
12/03/2014
12:54

Na última terça-feira, o jogo entre Portuguesa e Bragantino foi interrompido por falta de iluminação no Estádio do Canindé. A partida foi paralisada no intervalo, quando a Lusa vencia por 1 a 0. A reportagem do LANCE!Net falou com o ex-árbitro José Roberto Wright, membro da Academia LANCE!, sobre o tempo que Leandro Bizzio Marinho esperou para tomar uma decisão: cerca de duas horas.

- Esperar duas horas realmente é um tempo exagerado. Pelo regulamento é meia hora de espera, às vezes o cumprimento desse prazo pode ser elevado. Nesse caso em especifico pelo menos deu certo, o jogo será realizado no dia seguinte (nesta quarta-feira) sem muitos problemas - disse Wright, que lembrou ainda sobre situação parecida que ele já passou quando ainda apitava.

- Já passei por isso em São Paulo, um jogo do Brasileirão. Acho que foi Corinthians e Internacional no Pacaembu. Apagou a luz e então eu optei por esperar por mais de 30 minutos. Esperei uma hora e dez, porque eu sabia que se o jogo fosse adiado iria acarretar um tumulto enorme no campeonato - afirmou.

Questionado sobre a autoridade dos árbitros hoje e uma possível "pressão" feita pela Federação para não adiar jogos por falta de datas, Wright preferiu comentar sua própria experiência e não entrar em detalhes quanto à atuação de Leandro Bizzio no jogo da Lusa.

- O árbitro com certeza pensou no problema que acarretaria a não realização do jogo. Não posso falar em pressão da Federação, porque não sei, isso só o árbitro mesmo. Mas a decisão da continuação normal da partida ou não, é exclusiva ao árbitro. No meu caso, eu agi pela minha cabeça e pelo meu bom senso, em momento algum qualquer pessoa me influenciou. No caso da Portuguesa não sei, mas a decisão é exclusiva do árbitro - completou.

A partida será retomada nesta quarta, às 15h, com o jogo reiniciando já no segundo tempoc com o placar favorável para a Portuguesa: 1 a 0, gol do atacante Caio.