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03/11/2014
12:02

A briga generalizada durante a partida em que Londrina e Brasil de Pelotas (RS) empataram em 2 a 2, no Estádio do Café, pode trazer sérias consequências a ambas as equipes na Série C. Na súmula divulgada nesta segunda-feira pela CBF, o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadao (GO) relatou socos pelas costas, no rosto, chutes e ofensas de jogadores e integrantes da comissão técnica.

O juiz declarou que não foi possível precisar quem teria desencadeado o conflito (que teria durado 22 minutos), que iniciou atrás de uma das metas após o técnico Rogério Zimmermann ser expulso. Porém, enumerou oito pessoas envolvidas. Do lado do Brasil de Pelotas, o goleiro Eduardo Martini, um "reserva não identificado", o auxiliar técnico do clube, Alex Lessa, o preparador físico João Beschomer e o massagista Paulo César. Já do lado do time da casa, o lateral-esquerdo Allan Vieira, o técnico Cláudio Tencati e o fisioterapeuta Marcelo Rockenbach foram apontados.

O chute de Eduardo Martini no integrante da comissão técnica do Londrina foi confirmado, ressaltando que ocorreu " quando este se encontrava caído no solo durante o conflito". O árbitro também apontou que um reserva da equipe gaúcha também teria golpeado "Chimbinha" (nome apontado na súmula). O fato de o funcionário do Tubarão ter sido encaminhado ao hospital também foi registrado.

Uma das pessoas que prestaram depoimento no 6º Distrito Policial de Londrina ao lado de Eduardo Martini e do zagueiro Fernando Cardozo na madrugada de sábado para domingo, o massagista Paulo César teria sido expulso "por invadir o campo de jogo (...) e ofender seus adversários fazendo gesto com o dedo médio em riste, dizendo "vai tomar no c...", sendo que visualizamos em sua mão um objeto".

Do lado do Londrina, o lateral-esquerdo Allan Vieira teria "dado um soco nas costas de um substituto adversário que se encontrava fora de cmapo de jogo". Além disto, Eduardo Tomaz de Aquino apontou que o jogador proferiu ao árbitro "as seguintes palavras: pode me expulsar, seu fraco, tá olhando o quê?". Já o treinador do Londrina, Cláudio Tencati, e um fisioterapeuta do clube apareceram na lista de expulsos por reclamação.

O árbitro goiano ainda destacou incidentes ocorridos antes da briga generalizada. De acordo com Eduardo Tomaz de Aquino, um princípio de tumulto entre os atletas no fim do primeiro tempo exigiu reforço policial na etapa final. A torcida do Londrina também teria atirado um rádio portátil na cabeça do meia Marcio Hann, do Brasil de Pelotas, além de uma briga entre o técnico Rogério Zimmermann e funcionários do time mandante. Curiosamente, a sequência de problemas na partida do Estádio do Café não coube no espaço da súmula eletrônica divulgada pela CBF.