icons.title signature.placeholder Guilherme Borini
18/11/2013
16:05

A decisão da Conmebol de considerar o pedido do São Paulo e vetar o Moisés Lucarelli para o segundo jogo da semifinal da Sul-Americana revoltou Marcio Della Volpe, presidente da Ponte Preta. Como seu estádio tem capacidade para 18.676 pessoas, menos do que os 20 mil exigidos pela entidade para esta fase, o clube campineiro precisará buscar outro local para mandar o jogo. O favorito para receber a partida do dia 27, às 21h50, é o Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, que ainda depende da aprovação da Federação Paulista de Futebol (FPF).

O principal motivo para a indignação do presidente da Macaca, Della Volpe, é o fato de a equipe mandou as partidas de oitavas e quartas de final, que também exigiam capacidade para 20 mil, no Majestoso. Como os adversários anteriores, Deportivo Pasto-COL e Vélez Sarsfield-ARG não questionaram a regra, o estádio foi liberado.

- Se o São Paulo não tivesse questionado, o jogo seria aqui normalmente. É lamentável que um tricampeão mundial tenha chegado a este ponto: uma atitude mesquinha, picuinha. Em vez de se preocupar com futebol, está se preocupando com capacidade de estádio, alegando que aqui é maltratado. Ninguém ganha com isso. Nosso estádio já estava preparado e aqui a Polícia garante a segurança em grandes eventos, tem o know how para isso. É uma tristeza também para a cidade de Campinas, que poderia receber uma semifinal de Sul-Americana e foi cerceada desse direito - lamentou Della Volpe.

Segundo o mandatário alvinegro, o São Paulo produziu um dossiê de 100 páginas criticando o estádio pontepretano, alegando principalmente falta de segurança. Mas, para ele, será mais perigoso ainda levar a partida para uma cidade vizinha.

- Agora sim a insegurança está instalada: vamos colocar 20 mil torcedores na estrada e vai ser aquela complicação, pois nossa torcida estará raivosa por não jogar em casa. Infelizmente, isso tem sido comum na vida do São Paulo. Eles brigam tanto com outros times que parecem gostar disso - completou.

O histórico de conflitos entre as torcidas preocupa. O episódio mais violento foi em outubro de 2005, quando são-paulinos mataram um torcedor pontepretano a pauladas perto do Moisés Lucarelli, um dia antes do jogo entre as equipes, válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Anderson Ferreira Tomás, conhecido como Conde, passava próximo às bilheterias da entrada de visitantes com uma camisa da Ponte em direção ao portal principal, quando foi avistado por cerca de 15 torcedores do São Paulo, que iniciaram as agressões. A principal preocupação da Ponte Preta agora é a ira que essa perda de mando pode causar na sua sua torcida, que já começa a se manifestar nas redes sociais.