icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes
13/02/2015
09:02

A saída de Alexandre Mattos, cujo cargo ainda não foi ocupado por outro nome, alterou as relações comerciais do Cruzeiro e a forma de o clube conduzir os negócios. As transformações contemplam novos parceiros e nova maneira de pagar as comissões.

O presidente Gilvan de Pinho Tavares, auxiliado pelo supervisor Benecy Queiroz e pelo gerente Valdir Barbosa, deu carta branca para três empresários responsáveis pelas contratações de sete dos 12 jogadores acertados até o momento pelo clube para a temporada de 2015.

O trio é formado por André Cury, empresário influente no Brasil e no exterior e que já trabalhou na Traffic, e pelos mineiros Ângelo Pimentel e Carlinhos Sabiá.

Cury, além de ter garantido as chegadas do lateral-esquerdo Mena e do volante Felipe Seymour, que são agenciados por ele, participou das transações que envolveram o meia De Arrascaeta e do lateral-direito Fabiano e do zagueiro Douglas Grolli.

No caso do uruguaio, o empresário foi acionado pelo Cruzeiro para intermediar as negociações com o investidor que detinha 50% dos direitos econômicos do jogador.

Em relação aos jogadores da Chapecoense, André Cury, que tem bom trânsito no clube catarinense, se juntou aos empresários do lateral e do zagueiro para viabilizar a operação.

Ângelo Pimentel e Carlinhos Sabiá, por sua vez, participaram efetivamente das contratações do zagueiro Paulo André e do volante Willians. Pimentel, ainda, foi procurado pelo Cruzeiro quando a Raposa sondou o atacante Felipe Gedoz, que atua no futebol belga.

O trio de empresários teve pouca entrada na época em que Alexandre Mattos conduzia os negócios no clube. O atual executivo do Palmeiras mantinha relações estreitas com três nomes: Fernando Garcia, sócio-proprietário do grupo Kalunga e responsável pelas contratações de Dedé, Marlone, Souza, Rodrigo Souza e Neilton; o empresário Eduardo Uram, agente de Diego Souza, Egídio e William; e Fábio Mello, amigo de Mattos e que atuava nos bastidores sem ter o nome vinculado às conversas na busca por reforços.

Além das mudanças de parceiros, o Cruzeiro diminuiu o valor das comissões. Gilvan determinou o pagamento de apenas 5% aos empresários envolvidos nos negócios com a Raposa e o montante deve ser parcelado. Com Mattos, o pagamento era de 10%. Apesar de não concordar na época, o mandatário foi conivente com o diretor, que tinha plena autonomia no departamento de futebol.

Após a saída do diretor, o clube se viu cercado por dívidas com os agentes que foram não pagas nos últimos dois anos. O Cruzeiro, agora, também parcela os valores com os antigos parceiros.

Desembolsar 5% de comissão por cada negócio é um percentual próximo do qual a Fifa recomenda, que é de 3%.