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06/06/2014
08:10

A Seleção Brasileira rodou por por oito cidades do Brasil e fez 16 jogos no exterior desde a última apresentação em São Paulo, sob vaias, em setembro de 2012, na vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul. Mano Menezes, técnico na época, deu lugar a Luiz Felipe Scolari, que nunca comandou o Brasil na cidade que vai abrir a Copa do Mundo, na quinta.

Felipão tem sempre no discurso o pedido de apoio popular. Remontou a Seleção na Copa das Confederações de 2013 e fez questão de exaltar que a conquista do Mundial dependerá também dos torcedores, que abraçaram a equipe em Brasília, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro no ano passado. Falta a capital mais populosa do país.

– Se a história diz que São Paulo é um pouco arredia à Seleção, é hora de mudar isso e jogar bem para o torcedor acreditar. O torcedor precisa ter uma atitude de torcida brasileira e fazer com que São Paulo seja nossa casa a partir de agora – afirmou o treinador, antes de viajar para a cidade, na quinta, ainda em Teresópolis.

Felipão revela seleção que gostaria de enfrentar na final da Copa

(Jogos do Brasil desde a última exibição em São Paulo, em 2012)

O histórico de hostilidade paulista à Seleção é vasto e sempre volta à pauta quando o Brasil joga na cidade, na maioria das vezes no Morumbi. O primeiro capítulo aconteceu em 1970: o então técnico Zagallo deixou Pelé no banco em amistoso (0 a 0) com a Bulgária e a decisão resultou em vaias impiedosas.

Em 2000, o time de Emerson Leão ficou marcado no jogo da “chuva de bandeirinhas”, protesto contra a atuação da Seleção na vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia, pelas Eliminatórias para a Copa.

A partida de hoje é no estádio do São Paulo por causa da reaproximação do clube com a CBF pela exclusão do estádio da Copa do Mundo. O presidente José Maria Marin, que substituiu o desafeto tricolor Ricardo Teixeira, tem relações estreitas com Carlos Miguel Aidar, presidente são-paulino. Os dois verão o jogo juntos nos camarotes do estádio, que deverá estar lotado.