icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
07/11/2013
14:37

De instalação esportiva que seria demolida por conta das obras da Copa do Mundo de 2014 a sede dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Essa é a história recente do Parque Aquáticio Júlio de Lamare. Nesta quinta-feira, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, confirmou que o equipamento receberá as preliminares do polo aquático. As finais serão realizadas no futuro centro aquático a ser erguido no Parque Olímpico.

O parque aquático seria demolido no Complexo do Maracanã, e construído em outro terreno próximo, por conta da Copa. Mas a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) entrou na briga, apoiada por atletas, para manter a instalação no local. Após liminares na Justiça e muita discussão, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, anunciou no dia 29 de julho a manutenção do de Lamare.

Pela programação do Comitê Rio-2016, natação e as finais do polo serão no centro aquático, enquanto nado sincronizado e saltos ornamentais serão disputados no Parque Aquático Maria Lenk. Por conta de conflitos de datas, e afim de estender o calendário, a entidade chegou a pensar em transferir os saltos para o Forte de Copacabana, mas acabou mudando de ideia por conta dos custos. A permanência do Júlio de Lamare acabou ajudando a resolver a questão.

Com relação aos outros locais de competição, Nuzman disse que falta definir apenas o local da chegada do ciclismo. A dúvida está entre o Aterro do Flamengo ou em Copacabana. Esta última é o desejo da federação internacional.

Sobre a data comemorativa de mil dias para o início da Olimpíada, que será comemorada no sábado, o presidente do Comitê Rio-2016 elencou os eventos que vão marcar a efeméride: a detonação de um túnel das obras de BRT, a inauguração de um mirante no Parque Olímpico, um evento com atletas, além uma missa que será celebrada pelo arcebispo do Rio, dom Oraní Tempesta.

Questionado sobre os recentes casos de violência na cidade olímpica, como os tiroteios em comunidade em Copacabana e na Favela da Rocinha, Nuzman não demonstrou preocupação.

- São coisas que acontecem, mas confiamos totalmente no que está sendo feito pelo governo na segurança pública. Tiroteios também acontecem nos Estados Unidos, país que já recebeu a Olimpíada - disse o dirigente.