icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
23/04/2014
15:32

Após dizer que não ofereceu o meia Valdivia ao Flamengo, como dizem fontes ligadas ao Rubro-Negro, o investidor Osório Furlan avisou que está tentando colocar o atleta na Europa. Nessa terça, o camisa 10 se disse dividido entre os desejos de encerrar a carreira no Palestra Itália e jogar na Europa, mas deixou claro que não se vê em outro time do Brasil.

- Estive na Itália e conversei com o presidente de um clube de lá sobre o Valdivia. Ele conhecia o jogador e ficou de observá-lo durante a Copa para ver se vale a pena fazer uma proposta ao Palmeiras - disse, ao LANCE!Net.

Osório Furlan não pode negociar em nome do Palmeiras, e qualquer transação depende dos desejos da diretoria. Ele é conselheiro, ajudou o clube a repatriar o chileno em 2010 e tem 36% dos direitos econômicos do atleta - o Verdão tem 54% e os outros 10% são de Valdivia. Furlan não esconde o desejo de recuperar seu investimento depois da Copa do Mundo, e por isso diz que não seria viável deixá-lo no Brasil.

- Se for para ficar no Brasil, que seja no Palmeiras, porque ele está jogando bem, parou de se machucar e é importante para o time.

Para tirar Valdivia do Al-Ain (EAU) em 2010, o Verdão se comprometeu a pagar 6 milhões de euros (R$ 14,2 milhões à época e mais de R$ 18,5 milhões na conversão atual). Como o clube usou cartas de crédito e não honrou com os pagamentos, o preço total da compra já superou os R$ 36 milhões, ainda não quitados.

O salário de Valdivia se aproxima dos R$ 500 mil mensais e está acima do que o presidente Paulo Nobre considera ideal. Como o contrato do chileno termina em agosto do ano que vem, a janela europeia que reabre em 14 de julho significará uma das últimas chances de recuperar ao menos parte do investimento.