icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
23/02/2015
17:42

O atacante João Paulo viveu um domingo de cão. O jogador do Democrata, de Governador Valadares, não conseguiu evitar a derrota por 1 a 0 para o Tupi, pelo Mineiro, e ainda levou uma mordida de quem deveria ser "o melhor amigo do homem". Mas passado o susto, João Paulo já está devidamente recuperado, fazendo piada com a situação e chegou até a visitar, nesta segunda-feira, o canil da Polícia Militar para ter um reencontro com o animal que o atacou.

- Eu já fui ao canil. Fiquei amigo do cachorro. Nem reparei se o cachorro foi "expulso" ou não. Mas já fiquei amigo dele. Fui lá, fiz um carinho... Ele é dócil. Foi a primeira mordida que eu levei e agora tá tudo bem - disse o jogador, em entrevista ao LANCE!Net.

Mas qual o motivo do ataque canino? João explica:

- Foi depois de uma jogada perto da linha lateral e a linha de fundo. Fui tentar alcançar a bola, não consegui e acabei esbarrando no policial. Acho que o cachorro sentiu a ameaça e deu uma bocanhada no meu braço. Ele estava ali junto, foi instinto.

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O atacante continuou jogando, mas depois da partida precisou dar uma passada no hospital.

- Fiquei muito preocupado, doeu. O juiz parou o jogo por três a quatro minutos. Mas não foi muito grave. O médico colocou uma faixa no braço e continuei jogando. Depois fui ao hospital para tomar vacina. A médica passou um tratamento com até cinco doses, dependendo do que acontecer com o cachorro. Mas pode ficar em menos - explicou.

O jogador de 26 anos - natural de Fernandópolis (SP), comemora a sorte que teve de não ter sofrido coisa pior. E ele, cuja esposa viu a confusão toda da arquibancada, ainda revela que virou alvo de piadas.

- Tem muita gente ligando. Primeiro perguntam se eu estou bem, depois começam com as piadas. O policial me falou que eu dei sorte, porque esses cachorros são treinados para dar mordidas fortes e não soltar - comentou.

Depois do susto, João Paulo está pronto para outra... Outra partida (e não outra mordida).

- A médica falou para eu ficar uns cinco dias parado, mas eu falei com ela que jogador de futebol não aguenta e ela me liberou - comemorou.

ÁRBITRO TAMBÉM LEVOU SUSTO

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro também levou um susto com a situação.

- Vi quando o cão se assustou e avançou no atleta. Ele se desequilibrou. Por sorte, não foi nada mais grave - comentou o juiz ao L!NET, garantindo que o animal estava a uma distância segura da linha lateral:

- Estava numa distância considerável. A lateral do campo foi reduzida e sobrou espaço grande na área técnica - emendou.

Ou seja, mesmo com as medidas de segurança tomadas, parece que o destino de João Paulo estava mesmo traçado: conhecer o novo amigo canino, mas de um jeito um tanto quanto inusitado.