icons.title signature.placeholder Felippe Rocha
14/02/2015
11:33

Nei se abaixa, ajoelha-se no gramado e, em seguida, levanta as mãos e agradece. Enquanto isso, a torcida grita seu nome. Ele levanta, Christiano o abraça, e os dois caminham. Bernardo encontra a dupla e também abraça o lateral-direito. A torcida continua gritando: “Nei, Nei, Nei, Nei!”. Na saída do gramado, o já emocionado defensor concede entrevistas com os olhos marejados e com a torcida ainda a apoiá-lo.

A cena descrita acima foi após o apito final do jogo contra o Macaé, na última quinta-feira. O outrora contestado lateral vascaíno fizera uma partida minimamente sólida. Sem dar espaços na defesa e com boas investidas no ataque, a emoção que aflorou deveu-se ao tempo que o jogador ficou afastado de partidas oficiais. Mais do que isso: foram 15 meses treinando separadamente do grupo principal.

– Terem gritado meu nome (emociona-se). Minha última partida foi sob vaias. Minha passagem aqui vinha sendo marcada por vaias. O torcedor, às vezes, age com emoção, não sabe o que acontece. Receber vaias é chato. Ver o torcedor gritando meu nome não tem preço. Toda essa emoção é por minha esposa e minha filha, que estiveram sempre comigo – lembrou o lateral depois da partida.

A esposa e a filha acompanharam Nei durante uma temporada inteira na qual o jogador esteve à margem do time principal, depois de uma carreira vitoriosa, no Internacional, por exemplo.

O lateral-direito voltou por cima. É verdade que ele herdou a vaga pelas lesões dos concorrentes Jean Patrick e Madson, mas saiu reverenciado. Se faltava algum obstáculo para Nei superar na carreira, não falta mais. Dessa forma, cabe a ele trabalhar para se manter no time.