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07/03/2014
11:16

O secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento, falou nesta sexta-feira sobre os casos de racismo que sofreram o árbitro gaúcho Márcio Chagas, em jogo entre Esportivo e Veranópolis, pelo Campeonato Gaúcho, e o volante Arouca, do Santos, em partida contra o Mogi Mirim. O secretário cobrou ação dos clubes ou donos de estádios para uma maior estrutura de segurança.

- O que a gente tem tentado conversar com os clubes é a questão da segurança. O Coritiba gastou R$ 2 milhões com o Couto Pereira, depois daquele incidente com o Fluminense, para pôr câmeras de segurança. O estádio em Bento Gonçalves provavelmente não tinha câmeras de segurança, senão se identificava. O custo não é muito alto, e qual é a razão dos estádios não se prepararem? Qual a razão das federações não exigirem dos estádios, e das secretarias de segurança locais não exigirem dos estádios que tenham as mínimas condições de segurança para, quando acontecer um caso desse, rapidamente identificar? - indagou o secretário em entrevista ao SporTV.

Menos de um mês após Tinga sofrer insultos racistas de parte da torcida do Real Garsilaso no Peru - episódio que causou comoção nacional - estes outros dois casos de racismo, desta vez domésticos, também tiveram grande repercussão e causaram revolta, e Nascimento voltou a pressionar as instituições reponsáveis para ajudar na investigação dos envolvidos e evitar possíveis acusações de conivência com agressores.

- Pode ser que sumam as fitas, como aconteceu com o Corinthians. Agora, por que não obrigar a ter câmeras de segurança, a ter coisas que garantam a segurança para você ter como identificar esses torcedores? Serve para isso, para violência, uma série de coisas... Não é um custo astronômico, por que não fazer isso? Seria uma salvaguarda para o próprio clube, para poder falar: 'olha só, eu identifiquei e são essas pessoas'. Pode acabar parecendo uma conivência do clube com esta situação.