icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
09/12/2013
16:29

Três vândalos foram presos após o confronto entre as torcidas de Atlético-PR e Vasco, no último domingo, em Joinville (SC), em jogo válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Para o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, muitos outros também deveriam ter ido para a prisão após as cenas de barbárie.

Em evento na Arena Corinthians, Rebelo cobrou a aplicação do Estatuto do Torcedor, que prevê punição rigorosa ao torcedor que praticar o ato de violência, de acordo com projeto modificado em julho de 2010.

- É preciso aplicar o Estatuto do Torcedor, o que infelizmente não tem acontecido. Em Santa Catarina, apenas três pessoas foram presas, mas havia razões de prender muito mais gente diante de um confronto daquele tamanho. Em outros conflitos que aconteceram, quase ninguém foi preso. É preciso ter uma delegacia especializada para que a polícia possa fazer as prisões. O que aconteceu ontem (domingo) não foi uma briga apenas, foi uma tentativa de homicídio. É preciso que haja punição para que a impunidade não estimule a repetição - afirmou.

De acordo com o Estatuto, "o torcedor que praticar atos de violência e vandalismo até o raio de cinco quilômetros dos estádios, promover confusão e invadir o campo, pode ser punido com o pagamento de multa, banimento das arenas e prisão de um a dois anos, sem prejuízo de outras penalidades".

O ministro insistiu pela criação de uma delegacia especializada para combater crimes que aconteçam nos estádios ou nos arredores, envolvendo torcedores.

- A solução para a violência é a punição para aqueles que praticam o ato de violência. Só quando os responsáveis começarem a ser punidos, presos em flagrante, nós começaremos a encontrar uma solução para a violência. O Estatuto do Torcedor prevê as penas para parar as violências nos estádios, o que falta é aplicar essas leis. Três foram presos, mas as imagens mostram que dezenas deveriam ter sido presos. Houve incidente em São Paulo e Brasília e nada aconteceu. A polícia precisa efetuar as prisões e uma delegacia especializada deveria resolver os casos - concluiu Rebelo.