icons.title signature.placeholder Russel Dias
22/11/2014
08:06

O fim de 2013 como titular do Santos deu esperanças para o zagueiro Gustavo Henrique de que esse ano seria um dos melhores de sua carreira. Até o dia 25 de fevereiro, tudo caminhava para isso, já que ele permaneceu no time principal. Aí veio o inesperado: uma lesão no joelho e uma cirurgia.

Uma dividida “boba” durante um treinamento resultou em uma ruptura no ligamento cruzado do joelho direito e a perda de 2014.

– Poderia ser um ano de conquistas para mim, para criar mais identidade com o torcedor, mas não posso ficar lamentando – disse o defensor em entrevista ao LANCE!Net.

Mesmo tendo passado oito meses longe dos gramados, se engana quem pensa que o beque de 21 anos e 1,95m não chamou a atenção do técnico Enderson Moreira. Isso sem nem sequer ter entrado voltado a jogar pelo Santos.

Prova disso é que no último jogo, contra o Atlético-PR, Gustavo voltou a ser relacionado, mesmo sem ter esperanças de jogar. Segundo Enderson, que não sabe se ficará no ano que vem, não valeria a pena arriscar e colocar Gustavo para jogar agora, neste Brasileirão. Mas, para 2015, o camisa 6 já é uma das grandes apostas do comandante.

– Me motiva muito essa confiança do Enderson. Dá para ver que ele buscou informações sobre mim. Joguei contra ele e fico feliz por esse reconhecimento, dá confiança – disse o jovem zagueiro.

De tudo que Gustavo Henrique viu como “torcedor”, incluindo a perda do Paulistão para o Ituano, a queda de Oswaldo de Oliveira, a derrota para o Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil... o que de fato o marcou não foi tanto o dentro de campo. E é justamente isso que ele pretende levar nessa nova fase.

– Aprendi muito nesse tempo. O mais importante é que quando eu estava para baixo, lembrava que tinha gente pior. Tem gente sem perna, que luta contra o câncer e eu tenho saúde. Posso recuperar o joelho como recuperei. Antes não pensava nisso. Agora dou valor.


Gustavo Henrique posa para o LANCE!Net no CT Rei Pelé (Foto: Ivan Storti / LANCE!PRESS)

Confira o bate-bola com Gustavo Henrique:

O que pensou na hora da lesão?

Na hora eu achei que não era sério, fui confiante fazer o exame e constataram essa lesão. Eu estava ganhando preparo, me soltando, mas aconteceu, agora é bola para frente. Fiquei bem triste, mas me recuperei.

O que fez no tempo livre enquanto não viajava com o grupo?

Eu procurava matar o tempo com os amigos, família, namorada, mas nunca perdi o foco aqui no Cepraf. O pessoal aqui me ajudou muito, mas procurava me distrair, assistir aos jogos, ia na Vila para não ficar com tanta saudades.

Houve algum assédio de times de fora do país?

Sim. Fiquei feliz quando surgiu isso. Antes de sair quero ter uma história aqui, mas fico feliz em ver que clubes europeus falaram no meu nome. Mas preciso evoluir muito ainda.

Em que zagueiros se espelha?

Admiro muito o David Luiz, desde os tempos do Vitória. O Edu Dracena e o Durval me ensinaram muito. o Thiago Silva também tenho como ídolo.
O Marquinhos, do PSG (FRA), tem muita qualidade também.