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01/06/2014
08:56

Uma semana após perder Washington, o futebol brasileiro está mais uma vez de luto. Foi confirmada na manhã deste domingo a morte de Marinho Chagas, lateral-esquerdo que marcou época no Botafogo e na Seleção Brasileira, e que também passou por Fluminense e São Paulo. Conhecido pelo ímpeto ofensivo, Marinho era titular do escrete brasileiro na Copa de 74 e foi considerado o melhor de sua posição na competição.

Neste sábado, o ex-jogador participava de um evento para colecionadores do álbum de figurinhas da Copa do Mundo, em João Pessoa, quando passou mal. Testemunhas relatam que Marinho, enquanto conversava com os presentes, começou a vomitar sangue. Levado prontamente ao posto médico, o ídolo alvinegro foi diagnosticado com hemorragia digestiva. Mesmo tendo sido transferido para o Hospital de Emergência e Trauma da Paraíba, mais bem equipado para o atendimento, Marinho não resistiu e veio a falecer horas depois, na madrugada deste domingo. Os problemas do craque com o álcool após sua aposentadoria eram bem conhecidos do público. O Brasil acorda triste.

UM GIGANTE DA LATERAL-ESQUERDA

Francisco das Chagas Marinho nasceu em Natal, em 1952. Começou a carreira no Riachuelo, de Sergipe, antes de jogar por ABC e Náutico, tradicionais clubes do Nordeste. Em 1972, chegou ao Botafogo, clube no qual alcançaria o reconhecimento nacional que o levou à Alemanha, em 74, para disputar o Mundial. Suas carcacterísticas inapelavelmente ofensivas lhe renderam elogios e críticas, tendo sido inclusive apelidado de "Avenida Marinho Chagas" por conta das brechas que ocasionalmente deixava na defesa. No entanto, admiração pelo futebol do "Bruxa Loira", como era carinhosamente chamado, em muito superou seus detratores.

Marinho passou ainda pelo Fluminense, no final dos anos 70, e pelo São Paulo, no início da década seguinte, além de Bangu, Fortaleza e pelo futebol norte-americano. O vigor físico e a potência de seus chutes deixaram uma marca indelével na história do futebol.