icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
31/12/2013
08:05

O Palmeiras pode atender no sábado um dos principais pedidos de Gilson Kleina para o ano do centenário: a contratação do lateral-direito Jorge Moreira, do Libertad (PAR).

Hector Peralta, representante do jogador, tem reunião marcada com a diretoria alviverde. Nas primeiras conversas, em Assunção, o diretor-executivo José Carlos Brunoro conseguiu diminuir a pedida inicial do clube paraguaio, que era de US$ 2 milhões (R$ 4,7 mi). Hora de bater o martelo.

É o que espera o jogador, nascido há 23 anos em Villarrica, no Paraguai. Nesta entrevista ao LANCE!Net, ele revela que se inspira em ex-palmeirenses e já promete esforço para aprender o hino. Confira, a seguir, o bate-papo na íntegra.

Está ansioso para acertar com o Palmeiras?
Moreira: Sim, claro. Sempre quis jogar fora do meu país, defender um clube grande como é o Palmeiras, ainda mais porque será o centenário, um ano importante da história.

Já te falaram sobre o novo estádio do clube?
Não falaram, mas sei que está sendo reformado, está nascendo a casa do Palmeiras. Se não me engano, se chamará Arena, não? Neste ano joguei na Arena Pernambuco, no Recife, e achei bom, com um ótimo gramado.

Quais são suas características? É um lateral ofensivo?
Creio que as duas coisas, tanto ofensivo como defensivo. Um lateral precisa marcar e saber se aproximar dos atacantes quando tem a bola. Tento fazer isso.

Você se inspira em algum jogador da posição?
Sempre gostei muito do Cafu, pela Seleção Brasileira. E, claro, me inspiro muito no Arce.

Curiosamente, os dois já jogaram no Palmeiras.
Sim, é verdade (risos). Vejo os jogos do Palmeiras desde criança, me lembro do clube na Copa Libertadores, com o Chiqui Arce na lateral. Eram equipes muito boas.

Em uma entrevista no Paraguai, você ouviu o hino do Palmeiras. Aprendeu?
Ainda não (risos). Mas vou ouvir mais vezes e aprender a cantar.

Você enfrentou o Palmeiras na Libertadores. O que lembra da torcida no Pacaembu?
Percebi que é uma torcida muito linda, que apoia o time sempre, não importa se está ganhando ou perdendo. É bem diferente da torcida do Libertad. Aqui, são mais tranquilos, calmos, não apoiam tanto quanto a torcida do Palmeiras.

Você costuma conversar com Mendieta. Conhece outros jogadores do elenco atual?
Conheço só o Mendieta, porque nós jogamos juntos no Libertad e nos falamos sempre desde que ele foi para o Palmeiras. E conheço Valdivia, claro, um grande jogador. Os outros vou conhecendo depois.

O que Mendieta te fala sobre o Palmeiras? Ele teve participação importante na sua decisão?
Sim, claro. Perguntei a ele sobre o Palmeiras e ele me disse que é um grande clube, com pessoas formidáveis, que te tratam bem. Ele disse que foi muito bem recebido no Brasil e que eu deveria ir também.

E sobre a cidade, o que ele falou? Ele costuma citar o trânsito...
Falou que é uma cidade muito linda, mas com muito trânsito (risos). Já tive oportunidade de ir a São Paulo, neste ano, quando jogamos contra o Palmeiras, e em 2011, em um jogo contra o São Paulo pela Copa Sul-Americana. É uma boa cidade.

Você já conversou com Gilson Kleina e Paulo Nobre?
Por enquanto só conversei com Brunoro, apenas sobre negociação. Ele falou comigo, me perguntou se eu gostaria de jogar no Palmeiras, e eu disse que me encantaria. Agora fica com meu empresário.