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16/06/2014
15:44

16 de junho é um dia especial para a torcida do Palmeiras. No ano de 1999, após 14 jogos, sete vitórias, dois empates e cinco derrotas, o antigo estádio do Palestra Itália foi palco de uma das maiores conquistas do Verdão em toda sua história: a tão sonhada Taça Libertadores da América.

O LANCE!Net apresenta a seguir um resumo da campanha vitoriosa e aponta também O herói e O jogo mais importante para o título do Palmeiras.

A caminhada do Alviverde começou no dia 27 de fevereiro de 1999, com uma vitória por 1 a 0 contra o rival Corinthians, companheiro de grupo 3. O gol do Palmeiras foi marcado pelo lateral Arce. No jogo seguinte, um massacre. Jogando no estádio Defensores del Chaco em Assunção (PAR), o Verdão goleou o Cerro Porteño por 5 a 2, com dois gols de Júnior Baiano, um de Oséas, um de Cléber e um de Evair. Os tentos do Cerro foram marcados por Jorge Campos e Alvarenga. O Palestra saiu perdendo esta partida por 2 a 0 e conseguiu uma incrível virada.

O primeiro susto ocorreu na terceira partida, quando o Palmeiras saiu derrotado do mesmo Defensores del Chaco. Com dois gols de Júnior Baiano, o Verdão foi goleado por 4 a 2 pelo Olímpia (PAR). E continuou sem vencer o paraguaio, pois, na partida de volta, no Palestra Itália, o empate de 1 a 1 foi o placar. Paulo Nunes balançou as redes na partida.

Mais uma partida sem vitória. O Timão, desta vez como mandante, venceu o Palmeiras por 2 a 1, com um gol de Marcelinho Carioca e outro de Fernando Baiano. O Alviverde descontou com Paulo Nunes. A vitória também de 2 a 1 do Verdão contra o Cerro Porteño, na última partida da fase de grupos deixou o clube na segunda posição do grupo 3, e o Vasco no caminho das oitavas de final.

As partidas contra o clube carioca foram positivas ao Verdão, que conseguiu avançar de fase. O empate em 1 a 1 no Palestra deixou a torcida apreensiva, mas a goleada por 4 a 2 em São Januário, com três gols de Alex, espantou qualquer susto.

As quartas de final colocavam um histórico rival e um antigo adversário novamente no caminho. Embalado, o Palmeiras tinha novamente o Corinthians em seu caminho. A primeira partida, com mando alviverde, foi vencida por 2 a 0, com gols de Oséas e Rogério. O jogo seguinte teve o mesmo placar, desta vez com vitória corintiana. Assim, a decisão foi para os pênaltis. Vampeta parou em um milagre de Marcos e o Palmeiras se classificou para a semifinal.

“Foi a maior tensão que eu senti na minha carreira. Aquela caminhada do meio campo até a marca do pênalti... Parecia que eu não ia chegar. Na hora, eu pedi a Deus: empurra a minha perna porque eu não tenho força para chutar a bola”, revelou Zinho para a Revista Palmeiras, relembrando o momento em que foi fazer a cobrança nas penalidades contra o Corinthians.

Semifinal esta que tinha o River Plate como adversário. Com a derrota no primeiro jogo por 1 a 0, o Verdão teria que reverter o resultado no Palestra Itália. Dito e feito. Com dois gols de Alex e um de Roque Júnior, o Alviverde carimbou seu passaporte para a final da Taça Libertadores da América.

Chegada a final. Deportivo Cali, o adversário. 1 a 0, o primeiro jogo. A derrota saiu dos pés de Bonilla, e o Palmeiras teria que, mais uma vez, reverter a situação em casa. 32 mil torcedores cantaram e vibraram, ajudando o Verdão a vencer o jogo por 2 a 1. Os atacantes Evair e Oséas foram responsáveis pelos gols verdes, e viram Zapata descontar para o Deportivo. Zapata.

Com o mesmo Z inicial, Zinho perdeu o primeiro pênalti para o Verdão. Júnior Baiano, Roque Júnior, Rogério, e Euller converteram. Bedoya, na trave, com o raspão de Marcos, perdeu sua oportunidade. Zapata. Correu, bateu, para fora. E o Palmeiras de Felipão foi Campeão da Libertadores de 1999.

O HERÓI:
Sem sombra de dúvidas, Marcos foi o herói da conquista. O goleiro foi transformado em Santo pelos milagres feitos.

O JOGO:
A disputa por pênaltis na final do torneio foi a partida mais emocionante para a torcida Alviverde.

O ARTILHEIRO:
O zagueiro Júnior Baiano foi o artilheiro alviverde na competição, com cinco gols marcados. Um a menos que Fernando Baiano, artilheiro geral.