icons.title signature.placeholder Bruno Rodrigues e Lui Spolador
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03/07/2013
11:00

O dia 3 de julho marca uma data especial para o torcedor são-paulino. E não só por ser o jogo de ida da Recopa Sul-Americana, nesta quarta, contra o Corinthians, mas também por boas recordações de um confronto antigo com o rival.

Há exatos 59 anos, o Tricolor venceu o Majestoso válido pelo Rio-São Paulo por 1 a 0, no Pacaembu, gol do ponta-direita Haroldo Cristofani, que tinha apenas 20 anos. Perto de completar 80 (faz dia 7 de setembro), o ex-atleta nos recebeu em sua casa na Zona Norte da Capital para recordar daquele clássico.

– O Pacaembu estava super lotado. Quem chutou a gol foi o Dino (Sani), o Gilmar rebateu e eu aproveitei o embalo e fiz o gol – relembra Haroldo, que sofre há algum tempo de Mal de Alzheimer, mas mantém incrivelmente grande parte de sua memória futebolística intacta.

Reserva do histórico ponta Maurinho, Haroldo diz que seu titular era, de fato, melhor tecnicamente, mas “não muito melhor”. Revela-se um amante do futebol, do jogo, mas não do São Paulo:

– Jogava futebol por amor, para encarar os adversários, tanto fazia ser o Corinthians, o Juventus, o XV de Jaú, o Flamengo. Era tudo igual, não tinha essa rivalidade de hoje.

Haroldo guarda medalha do título paulista de 53. Detalhe para a estrela única no símbolo (Foto: Reginaldo Castro)

Porém, mesmo sem torcer para o clube que defendeu em 50 oportunidades (após grave lesão no joelho direito, deixou o São Paulo em 1955 com 29 vitórias, 10 empates 11 derrotas e 12 gols marcados), acompanha jogos do time até hoje e, saudosista, não gosta muito do que vê, apesar de reconhecer no goleiro são-paulino (Rogério Ceni) um jogador exemplar.

– O São Paulo é um time de vagabundo né, vamos dizer. Porque tem jogador lá que não merece usar a camisa do São Paulo. Citar nome a gente não cita... Mas tem jogador que não chega nem ao calcanhar do antigo – critica, antes de deixar - sem arriscar palpite - uma mensagem aos tricolores para a Recopa.

– Que honrem a camisa que estão vestindo e corram. Lutem pelo clube para satisfazer os torcedores. O time que jogar melhor, ganha.

TORNEIO RIO-SÃO PAULO DE 1954

SÃO PAULO 1 X 0 CORINTHIANS

LOCAL: Pacaembu, São Paulo (SP)
JUIZ: Diego Rimel Latorre (Uruguai)
GOL: 34’ 2ºT Haroldo (1-0)
RENDA: Cr$ 501.000,00

SÃO PAULO: José Poy, Clélio (Pian) e De Sordi; Pé de Valsa, Victor e Nilo; Haroldo, Rodrigo (Aldo), Gino Orlando, Dino Sani e Canhoteiro. Técnico: Jim Lopes

CORINTHIANS: Gilmar, Homero, Olavo (Diogo), Idário, Goiano, Roberto, Claudio, Luizinho (Rato), Paulo (Nardo), Carbone e Simão. Técnico: Rato

Ex-ponta sente falta de encontro dos ex-atletas do Tricolor

Até a gestão do ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa, o São Paulo promovia no CT da Barra Funda um encontro de ex-atletas do clube. Porém, nos mandatos de Juvenal Juvêncio, a festa nunca mais aconteceu. E Haroldo sente falta de reencontrar velhos companheiros.

– Eram festas bonitas e legais. Até uma vez levei meu neto. Encontramos o Turcão, o Alfredo e mais uns quatro, cinco jogadores. Saía muita conversa sobre aqueles tempos – disse o ponta-direita.

De acordo com o departamento de marketing do Tricolor, responsável pelo evento, a retirada do encontro de veteranos do calendário foi apenas uma decisão interna do clube, sem motivo especial.




O dia 3 de julho marca uma data especial para o torcedor são-paulino. E não só por ser o jogo de ida da Recopa Sul-Americana, nesta quarta, contra o Corinthians, mas também por boas recordações de um confronto antigo com o rival.

Há exatos 59 anos, o Tricolor venceu o Majestoso válido pelo Rio-São Paulo por 1 a 0, no Pacaembu, gol do ponta-direita Haroldo Cristofani, que tinha apenas 20 anos. Perto de completar 80 (faz dia 7 de setembro), o ex-atleta nos recebeu em sua casa na Zona Norte da Capital para recordar daquele clássico.

– O Pacaembu estava super lotado. Quem chutou a gol foi o Dino (Sani), o Gilmar rebateu e eu aproveitei o embalo e fiz o gol – relembra Haroldo, que sofre há algum tempo de Mal de Alzheimer, mas mantém incrivelmente grande parte de sua memória futebolística intacta.

Reserva do histórico ponta Maurinho, Haroldo diz que seu titular era, de fato, melhor tecnicamente, mas “não muito melhor”. Revela-se um amante do futebol, do jogo, mas não do São Paulo:

– Jogava futebol por amor, para encarar os adversários, tanto fazia ser o Corinthians, o Juventus, o XV de Jaú, o Flamengo. Era tudo igual, não tinha essa rivalidade de hoje.

Haroldo guarda medalha do título paulista de 53. Detalhe para a estrela única no símbolo (Foto: Reginaldo Castro)

Porém, mesmo sem torcer para o clube que defendeu em 50 oportunidades (após grave lesão no joelho direito, deixou o São Paulo em 1955 com 29 vitórias, 10 empates 11 derrotas e 12 gols marcados), acompanha jogos do time até hoje e, saudosista, não gosta muito do que vê, apesar de reconhecer no goleiro são-paulino (Rogério Ceni) um jogador exemplar.

– O São Paulo é um time de vagabundo né, vamos dizer. Porque tem jogador lá que não merece usar a camisa do São Paulo. Citar nome a gente não cita... Mas tem jogador que não chega nem ao calcanhar do antigo – critica, antes de deixar - sem arriscar palpite - uma mensagem aos tricolores para a Recopa.

– Que honrem a camisa que estão vestindo e corram. Lutem pelo clube para satisfazer os torcedores. O time que jogar melhor, ganha.

TORNEIO RIO-SÃO PAULO DE 1954

SÃO PAULO 1 X 0 CORINTHIANS

LOCAL: Pacaembu, São Paulo (SP)
JUIZ: Diego Rimel Latorre (Uruguai)
GOL: 34’ 2ºT Haroldo (1-0)
RENDA: Cr$ 501.000,00

SÃO PAULO: José Poy, Clélio (Pian) e De Sordi; Pé de Valsa, Victor e Nilo; Haroldo, Rodrigo (Aldo), Gino Orlando, Dino Sani e Canhoteiro. Técnico: Jim Lopes

CORINTHIANS: Gilmar, Homero, Olavo (Diogo), Idário, Goiano, Roberto, Claudio, Luizinho (Rato), Paulo (Nardo), Carbone e Simão. Técnico: Rato

Ex-ponta sente falta de encontro dos ex-atletas do Tricolor

Até a gestão do ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa, o São Paulo promovia no CT da Barra Funda um encontro de ex-atletas do clube. Porém, nos mandatos de Juvenal Juvêncio, a festa nunca mais aconteceu. E Haroldo sente falta de reencontrar velhos companheiros.

– Eram festas bonitas e legais. Até uma vez levei meu neto. Encontramos o Turcão, o Alfredo e mais uns quatro, cinco jogadores. Saía muita conversa sobre aqueles tempos – disse o ponta-direita.

De acordo com o departamento de marketing do Tricolor, responsável pelo evento, a retirada do encontro de veteranos do calendário foi apenas uma decisão interna do clube, sem motivo especial.