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03/06/2014
10:06

Durante a Copa do Mundo de 2010, Hulk ainda não era tão conhecido no Brasil, apesar de já ter uma carreira consolidada no exterior. Na época, ele já vivia boa fase no Porto (POR), mas seu nome nem era cogitado para vestir a camisa da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul. Hoje, quatro anos depois, ele é titular indiscutível da equipe de Felipão e após boas atuações com a Amarelinha ganhou a confiança da exigente torcida brasileira. O jogador comemorou a mudança de tratamento dispensado a ele desde que começou a ser convocado.

- Essa diferença de tratamento é normal. Pouca gente me conhecia. A maioria foi me conhecer mesmo por meio da Seleção: nos Jogos Olímpicos de 2012 e, depois na Copa das Confederações. Então, eu vejo que hoje meu futebol é mais reconhecido por aquilo que é, e isso me deixa muito feliz - comemorou o camisa 7 da Seleção na Copa de 2014, em entrevista ao site da Fifa.

Um dos equívocos em relação a Hulk quando ele ainda não era conhecido no país era a ideia de que ele era um centroavante trombador. Apesar de poder atuar improvisado como referência no ataque, o atacante fez fama jogando pelos lados e explorando a sua principal característica: a força no chute com o pé esquerdo.

- Como alguns não me conhecem, por causa do porte físico às vezes têm a impressão errada: 'ah, então ele deve ser de um estilo mais trombador', quando na verdade nunca fui jogador de trombar muito, mas um que gosta de jogar, pegar a bola, partir para cima... Só isso de chutar forte é que vem desde pequeno - comentou.

Com golaço e chapeu, Hulk tira onda no treino da Seleção

Outra característica do jogador do Zenit (RUS), e da maioria dos jogadores que atuam em solo europeu, é a obediência tática. Visto frequentemente na defesa para ajudar o Brasil, ele acredita que a passagem de Luiz Felipe Scolari pelo futebol europeu fez com que o técnico passasse a pedir para todos os jogadores ajudarem na marcação, desde o centroavante até os zagueiros:

- O Felipão passou muito tempo no futebol europeu e dá muita ênfase à ideia de os atacantes também voltarem para ajudar a marcação, que é bem mais difundida na Europa do que no Brasil, por exemplo. Na Seleção, até o Fred, que é centroavante, volta para recompor. Eu estou totalmente acostumado a isso desde os tempos do Porto, e acho que tem dado certo: quando não temos a bola, estamos todos sempre marcando.