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15/04/2014
15:13

Longe do octógono mais famoso do mundo desde a traumática fratura na perna esquerda, em dezembro, Anderson Silva se recupera aos poucos da lesão e volta sem pressa aos treinamentos. Sem pretensão de voltar a lutar em 2014, o ex-campeão dos médios do UFC aproveita para se dedicar a seus projetos pessoais fora da luta. Além de investir na carreira de ator, o atleta também participou de um desfile na São Paulo Fashion Week, na última semana, onde atacou de modelo. Em entrevisra à "Revista Trip", Spider falou sobre sua preocupação com a aparência e tocou em assuntos polêmicos.

Ao ser perguntado sobre o hábito de ser vaidoso e se preocupar com a aparência, Anderson explica que tem de enfrentar brincadeiras dos companheiros nas academias onde treina e diz que até já foi questionado sobre sua masculinidade.

- Às vezes, a galera acha que sou gay. Várias pessoas já me perguntaram isso. Respondo: “Olha, que eu saiba não. Mas ainda sou novo, pode ser que daqui um tempo eu descubra que sou gay (risos).” Tomo muito cuidado com as minhas coisas, ponho todas na minha bolsa, coloco sabonete, passo um creme quando acaba o treino. A galera acha frescura. Mas é de cada um. Não quer dizer que você é mais macho ou menos macho, mais gay ou menos gay - explicou o lutador, que assim como o campeão mundial de boxe Evander Holyfield praticou balé antes de brilhar no mundo dos esportes de combate.

Spider ainda revelou que a homossexualidade é um assunto que intimida no mundo das lutas. Segundo ele, muitos gays do MMA ainda não "saíram do ármario". Mas ele não acredita que o "vilão" do caso seja o preconceito.

- Acho que não tem preconceito, mas tem homossexuais no MMA. Tem vários que não se revelaram ainda. Acho que hoje em dia é uma coisa tão boba não expressar o sentimento. Desde que você respeite o espaço das pessoas, respeite seus limites. Você tem que viver sua vida em paz e ninguém tem nada a ver com isso - avaliou.

O ex-campeão do UFC ainda se mostrou aberto a treinos com gays. Preconceito é uma palavra que passa longe do brasileiro. Para ele, com respeito, não seria problema algum fazer treinamentos com um homossexual.

- Claro (que treinaria com um gay), desde que me respeitasse, está tudo certo. O fato de o cara ser gay não quer dizer que ele vai te assediar. Ele pode ser gay, ter um relacionamento, pode conviver em grupo com caras que não são gays. Ele faz o que quiser da vida particular dele - finalizou.