icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Viera
28/04/2014
16:58

O técnico Carlo Ancelotti, cheio de caras e boas e ar bonachão, estava preocupado com a repercussão das declarações de Guardiola sobre os jornais espanhóis colocarem o Real Madrid como finalista antes mesmo do jogo da volta contra o Bayern de Munique, nesta terça-feira, na Allianz Arena.

- Real classificado? Não somos idiotas a ponto de achar isso. Não sei o que estava escrito, mas Oxalá seja verdade a nossa classificação. Vamos enfrentar uma grande equipe e temos apenas uma pequena vantagem que precisamos aproveitar.

O italiano fez mistério sobre a escalação ou não do galês Bale.

- Tenho uma coisa boa: um belo elenco com boa condição física e, o que é muito importante numa decisão, força mental. Por isso eleger os 11 titulares não será fácil e, claro, não vou dizer aqui para vocês - desconversou,

Em seguida, Ancelotti assegurou que o sistema de jogo (4-3-3- ou no 4-4-2) não é o mais importante. Apesar de dizer que o time está mentalmente seguro, ele teme que o comportamento da equipe nos primeiros minutos da partida de ida em Madri se repita. E que isso será muito maléfico.

- No Bernabéu começamos tímidos e vimos o rival tomar a iniciativa. Se isso ocorrer aqui em Munique, será perigoso demais - disse Ancelotti, assegurando que não pretende jogar de forma defensiva para não dar espaços ao Bayern. O que teremos é uma guerra de estilos. Jogamos com maior rapidez para beneficiar os nossos homens de frente. O Bayern toca mais a bola.

O treinador teve de responder uma alfinetada de Guardiola ao fim da primeira partida, a de que o Real, mais do que um time de futebol, é um time de atletas (pelo condicionamento físico).

- Guardiola é um grande treinador e não vi nada pejorativo. Somos mesmo um time de grandes jogadores com forte qualidade física - disse Ancelotti, que num determinado momento trocou o nome do Bayern pelo do Barcelona e desconversou sobre uma suposta conversa para assumir o Real Madrid.

- Que hora para falar disso? Não teve nada, claro. Estou bem no Real e numa semifinal de Liga. Mas trata-se de um nervosismo positivo, uma gana para vencer os jogos contra grandes rivais, lutar muito e ganhar títulos.Eu e meus companheiros entramos sempre 100 por cento nos jogos e buscando o sucesso. Estou muito feliz por estar aqui compartilhando este momento.