icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi
20/03/2014
18:18

Após Falcão anunciar que não jogará mais pela Seleção Brasileira de Futsal pela "falta de respeito que a Confederação Brasileira do esporte tem com os atletas", foi a vez do ex-capitão Vinicius se pronunciar. O jogador, que atualmente defende o Orlândia, divulgou um e-mail em uma rede social de uma suposta ameça da CBFS na época do Mundial da Tailândia, em 2012.

Responsável pela negociação de prêmios de torneios com a direção da entidade, o jogador recebeu uma resposta que não agradou os jogadores. Segundo ele, a Confederação afirmou que a situação financeira não estava boa e que a premiação do Mundial ficaria limitada ao valor disponibilizado pela produtora do evento. A ameaça que o ex-capitão se referiu veio quando o dirigente, sem o nome divulgado, disse que aguardava o pronunciamento sobre o assunto até a data de inscrição do Mundial pois seria um fator decisivo para a confirmação da lista de convocados.

Ou seja, deu a entender que quem não concordasse com essa posição da CBFS não disputaria o Mundial. Segundo Vinicius, na ocasião, os jogadores e comissão aceitaram as condições por medo de represália.

- Criar confusão naquele momento seria a pior decisão. Mas agora, esperamos ter a mesma sorte do Vôlei, que tem a mídia ao seu lado. Jogadores têm diárias atrasadas. Queremos saber o porquê dos problemas enfrentados pela CBFS. É preciso saber onde foram investidos os mais de 50 milhões dos patrocinadores - disse o jogador, em entrevista ao LANCE!Net.

O ala, que diz não ter mais idade e nem condições físicas de jogar pela Seleção Brasileira, tem a esperança que órgãos olhem para o futsal, assim como outros esportes e apoia a atitude de Falcão.

- Todos estão apoiando o Falcão. É o jogador que tem mais mídia. Quem sabe agora é o momento. É preciso expor a situação. Já que agora estão olhando pelo vôlei e pelo futebol, estamos na esperança que alguém se interesse pelo futsal - finalizou.