icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
12/11/2014
17:09

Nunca uma eleição no Vasco atraiu um número tão grande de associados. Não cabe, portanto, questionar a escolha dos torcedores. Eurico Miranda está eleito e assumirá um clube fragmentado, consequência de anos seguidos de desmandos e administrações nefastas. Um período que começou com ele mesmo na presidência e que culminou com dois rebaixamentos da equipe de futebol, já sob a gestão de Roberto Dinamite.

Mas o momento não é de ficar remoendo o passado. O Vasco precisa de pessoas que trabalhem para colocá-lo novamente entre as maiores forças do futebol brasileiro, independentemente de crenças ou interesses políticos. Em 1985, Eurico era adversário de Antonio Soares Calçada e acabou derrotado, numa eleição igualmente histórica, por uma diferença inferior a 400 votos. Assim que a poeira assentou, Calçada deixou as diferenças de lado e convidou o oponente para integrar a diretoria.

Reunificar o Vasco é o maior desafio do presidente agora. Não importam mais as diferenças. O importante é concentrar todo esforço possível neste trabalho de reconstrução. São Januário, que sempre foi motivo de orgulho para os torcedores, há muito vem sendo tratado com uma negligência inquietante.

O parque aquático continua fechado, com equipamento se deteriorando por falta de uso e manutenção. Por todos os cantos, tapumes e entulho amontoado denunciam o desmazelo com o patrimônio.

O time, depois de uma temporada sofrível, está muito perto de garantir o seu retorno à primeira divisão, mas precisará de uma reforma profunda para não correr o risco de um terceiro rebaixamento a curto prazo.

Há, portanto, um longo caminho a ser percorrido e muito trabalho a fazer. Com todos remando na mesma direção, isso pode ser conquistado. Mas nada será e maisconseguido com arrogância e truculência.