icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese e Renato Rodrigues
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17/07/2013
11:05


Era fácil apostar no Guerrero artilheiro da Copa América-2011. Ou no Guerrero herói do Mundial-2012. Mas nenhum deles poderia ter existido não fosse uma aposta ousada do homem que estará no banco de reservas do Pacaembu nesta quarta-feira à noite, como rival do camisa 9 do Corinthians, na decisão da Recopa Sul-Americana (com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net).

Foi Paulo Autuori, que fará seu segundo jogo após a volta ao São Paulo, que ajudou Guerrero ser o que é hoje. Ainda menino desconhecido do Bayern de Munique, sem nem ter estreado pela equipe profissional, o centroavante foi chamado para a seleção do Peru. Autuori, que comandou a seleção entre 2003 e 2005, apostou e foi muito criticado.

– Fiquei feliz de ele ter me buscado tão jovem na Alemanha. E ele fez um grande trabalho. Eu tenho grandes lembranças e orgulho de ter trabalhado com ele. Nunca mais o vi depois da seleção, vou querer dar um abraço – disse o atacante do Timão, em entrevista ao LANCE!Net.

Com três jogos, Guerrero já tinha sofrido pênalti decisivo e feito o primeiro gol. As boas aparições no Peru deram confiança para que o jogador fizesse a estreia no profissional do Bayern, seis meses depois da estreia pelo Peru. A partir de então, sua carreira explodiu. E, nove anos depois, o agora treinador são-paulino pode pagar caro pelo que fez...

– Quero muito que ele se dê bem, quero que ele tenha sorte. Mas amanhã (quarta-feira) não! Espero que vença o melhor. Será um grande jogo e estamos preparados para ganhar mais um título – ressaltou o camisa 9, que fez o primeiro gol na vitória por 2 a 1 no duelo de ida, no Morumbi.

Nesta terça, fez exato um ano que Guerrero foi apresentado no Corinthians. E, graças a Tite, ele foi o cara do ataque do time sempre que pôde. Foi herói do Mundial no Japão e titular na conquista do Paulistão. Esta quarta é dia de retribuir o atual professor...

Autuori, no São Paulo, agora será um rival (Foto: Reginaldo Castro/LANCE!PRESS)

Com a Palavra: Paulo Autuori

Técnico do São Paulo, em depoimento ao L!Net

'É guerreiro, não só no nome'

"Para a seleção principal o chamei pela primeira vez. Em seu segundo jogo fez um gol contra o Chile. Foi um jogador que saiu muito cedo do Alianza Lima (PER), estava no Bayern de Munique (ALE), mas na época jogava na equipe B. Convoquei-o, havia uma contestação muito grande. 'Como eu estava chamando um jogador que jogava na equipe B do Bayern?' Meu argumento era simples: mesmo jogando na equipe B, o nível competitivo dele era muito mais alto do que aqueles que jogavam os torneios no Peru.

É um jogador de muita movimentação, muita mobilidade, guerreiro, mesmo, não só no nome. Não foi difícil convocá-lo. Depois, com felicidade, vi que sua carreira cresceu e ele comprovou isso no Brasil, no Corinthians."

Bate-Bola: Guerrero
Atacante do Corinthians, em entrevista ao L!Net

‘Com o Autuori no banco fica mais difícil ganhar’

Nesta final você reencontrará alguém que o conhece bem, não é?
É verdade. Vou rever o Paulo Autuori, que conheço muito bem. Na seleção estivemos juntos por um bom tempo. É um técnico que tem muita experiência, que sempre gostou do meu futebol e me ajudou muito. É um cara que sabe muito. Com ele no banco deles ficou mais difícil para a gente ganhar do São Paulo, mas faremos um bom jogo.

O que ele tem de bom que pode dificultar a vida do Corinthians?
É um treinador que tem grande conhecimento de tática, seus times são disciplinados taticamente, têm linhas de quatro fortes. A coisa ficou mais difícil com ele agora e ganhar do São Paulo vai ser difícil. Temos de fazer um grande jogo para isso.

Você nem sequer havia estreado pelo Bayern e teve chances na seleção. Isso o ajudou de que forma a começar a aparecer na Alemanha?
Eu havia saído goleador do time de base no Bayern e fui para a seleção. Isso ajudou um pouco. Mas eu estava bem. Paulo estava presente em alguns jogos meus lá, me via, conversava comigo depois. Por isso me deu uma chance na seleção.

Nascimento e explosão de Guerrero

2002

O centroavante estava no Alianza Lima (PER) e nem sequer tinha estreado pelo profissional quando acertou a transferência para o Bayern de Munique B.

9 de outubro de 2004

Convocado por Autuori, fez sua estreia na seleção peruana em duelo contra a Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa de 2006. Era desconhecido do grande público.

23 de outubro de 2004

Dias depois, recebeu a chance do técnico Felix Magath e estreou pelo profissional do Bayern, ao entrar no segundo tempo do duelo diante do Hansa Rostock, pela Bundesliga.

6 de novembro de 2004

Entrou no lugar do companheiro de seleção e ídolo do Bayern, Claudio Pizarro, e fez seu primeiro gol pelo clube alemão, na vitória por 3 a 0 sobre o Hannover 96.

18 de novembro de 2004

Assim como no clube, fez o primeiro gol pela seleção do Peru no terceiro jogo. A cinco minutos do fim, após sair do banco, fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Chile, pelas Eliminatórias. Caiu nas graças do povo.

Artilharia no Hamburgo

No meio de 2006, ele trocou de clube na Alemanha. No Hamburgo, fez muitos gols e começou a ser apontado como um dos principais jogadores que atuavam no país. Em 2008, fez o primeiro hat-trick na carreira: três gols na vitória por 7 a 0 sobre o Karlsruher SC

Copa América de 2011

Em seu auge na seleção, camisa 9 fez cinco gols na competição e foi o artilheiro. Desde aquela época, era observado pelo Timão e havia agradado.

Suspensão e ida para o Timão

Em março de 2012, Guerrero foi multado e suspenso por oito jogos pela Federação Alemã por uma entrada violenta no goleiro do Stuttgart. Muito criticado pela mídia local, decidiu que sairia. Em julho, acertou a ida para o Corinthians.

Mundial de 2012

Em dezembro, centroavante fez os gols das vitórias por 1 a 0 sobre Al Ahly (EGI), na semifinal, e Chelsea (ING), na decisão, sendo o herói do Mundial do Japão.

Final no Morumbi

Ele encerrou jejum de oito jogos sem marcar ao fazer o primeiro da vitória por 2 a 1, pela primeira decisão da Recopa Sul-Americana.


Era fácil apostar no Guerrero artilheiro da Copa América-2011. Ou no Guerrero herói do Mundial-2012. Mas nenhum deles poderia ter existido não fosse uma aposta ousada do homem que estará no banco de reservas do Pacaembu nesta quarta-feira à noite, como rival do camisa 9 do Corinthians, na decisão da Recopa Sul-Americana (com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net).

Foi Paulo Autuori, que fará seu segundo jogo após a volta ao São Paulo, que ajudou Guerrero ser o que é hoje. Ainda menino desconhecido do Bayern de Munique, sem nem ter estreado pela equipe profissional, o centroavante foi chamado para a seleção do Peru. Autuori, que comandou a seleção entre 2003 e 2005, apostou e foi muito criticado.

– Fiquei feliz de ele ter me buscado tão jovem na Alemanha. E ele fez um grande trabalho. Eu tenho grandes lembranças e orgulho de ter trabalhado com ele. Nunca mais o vi depois da seleção, vou querer dar um abraço – disse o atacante do Timão, em entrevista ao LANCE!Net.

Com três jogos, Guerrero já tinha sofrido pênalti decisivo e feito o primeiro gol. As boas aparições no Peru deram confiança para que o jogador fizesse a estreia no profissional do Bayern, seis meses depois da estreia pelo Peru. A partir de então, sua carreira explodiu. E, nove anos depois, o agora treinador são-paulino pode pagar caro pelo que fez...

– Quero muito que ele se dê bem, quero que ele tenha sorte. Mas amanhã (quarta-feira) não! Espero que vença o melhor. Será um grande jogo e estamos preparados para ganhar mais um título – ressaltou o camisa 9, que fez o primeiro gol na vitória por 2 a 1 no duelo de ida, no Morumbi.

Nesta terça, fez exato um ano que Guerrero foi apresentado no Corinthians. E, graças a Tite, ele foi o cara do ataque do time sempre que pôde. Foi herói do Mundial no Japão e titular na conquista do Paulistão. Esta quarta é dia de retribuir o atual professor...

Autuori, no São Paulo, agora será um rival (Foto: Reginaldo Castro/LANCE!PRESS)

Com a Palavra: Paulo Autuori

Técnico do São Paulo, em depoimento ao L!Net

'É guerreiro, não só no nome'

"Para a seleção principal o chamei pela primeira vez. Em seu segundo jogo fez um gol contra o Chile. Foi um jogador que saiu muito cedo do Alianza Lima (PER), estava no Bayern de Munique (ALE), mas na época jogava na equipe B. Convoquei-o, havia uma contestação muito grande. 'Como eu estava chamando um jogador que jogava na equipe B do Bayern?' Meu argumento era simples: mesmo jogando na equipe B, o nível competitivo dele era muito mais alto do que aqueles que jogavam os torneios no Peru.

É um jogador de muita movimentação, muita mobilidade, guerreiro, mesmo, não só no nome. Não foi difícil convocá-lo. Depois, com felicidade, vi que sua carreira cresceu e ele comprovou isso no Brasil, no Corinthians."

Bate-Bola: Guerrero
Atacante do Corinthians, em entrevista ao L!Net

‘Com o Autuori no banco fica mais difícil ganhar’

Nesta final você reencontrará alguém que o conhece bem, não é?
É verdade. Vou rever o Paulo Autuori, que conheço muito bem. Na seleção estivemos juntos por um bom tempo. É um técnico que tem muita experiência, que sempre gostou do meu futebol e me ajudou muito. É um cara que sabe muito. Com ele no banco deles ficou mais difícil para a gente ganhar do São Paulo, mas faremos um bom jogo.

O que ele tem de bom que pode dificultar a vida do Corinthians?
É um treinador que tem grande conhecimento de tática, seus times são disciplinados taticamente, têm linhas de quatro fortes. A coisa ficou mais difícil com ele agora e ganhar do São Paulo vai ser difícil. Temos de fazer um grande jogo para isso.

Você nem sequer havia estreado pelo Bayern e teve chances na seleção. Isso o ajudou de que forma a começar a aparecer na Alemanha?
Eu havia saído goleador do time de base no Bayern e fui para a seleção. Isso ajudou um pouco. Mas eu estava bem. Paulo estava presente em alguns jogos meus lá, me via, conversava comigo depois. Por isso me deu uma chance na seleção.

Nascimento e explosão de Guerrero

2002

O centroavante estava no Alianza Lima (PER) e nem sequer tinha estreado pelo profissional quando acertou a transferência para o Bayern de Munique B.

9 de outubro de 2004

Convocado por Autuori, fez sua estreia na seleção peruana em duelo contra a Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa de 2006. Era desconhecido do grande público.

23 de outubro de 2004

Dias depois, recebeu a chance do técnico Felix Magath e estreou pelo profissional do Bayern, ao entrar no segundo tempo do duelo diante do Hansa Rostock, pela Bundesliga.

6 de novembro de 2004

Entrou no lugar do companheiro de seleção e ídolo do Bayern, Claudio Pizarro, e fez seu primeiro gol pelo clube alemão, na vitória por 3 a 0 sobre o Hannover 96.

18 de novembro de 2004

Assim como no clube, fez o primeiro gol pela seleção do Peru no terceiro jogo. A cinco minutos do fim, após sair do banco, fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Chile, pelas Eliminatórias. Caiu nas graças do povo.

Artilharia no Hamburgo

No meio de 2006, ele trocou de clube na Alemanha. No Hamburgo, fez muitos gols e começou a ser apontado como um dos principais jogadores que atuavam no país. Em 2008, fez o primeiro hat-trick na carreira: três gols na vitória por 7 a 0 sobre o Karlsruher SC

Copa América de 2011

Em seu auge na seleção, camisa 9 fez cinco gols na competição e foi o artilheiro. Desde aquela época, era observado pelo Timão e havia agradado.

Suspensão e ida para o Timão

Em março de 2012, Guerrero foi multado e suspenso por oito jogos pela Federação Alemã por uma entrada violenta no goleiro do Stuttgart. Muito criticado pela mídia local, decidiu que sairia. Em julho, acertou a ida para o Corinthians.

Mundial de 2012

Em dezembro, centroavante fez os gols das vitórias por 1 a 0 sobre Al Ahly (EGI), na semifinal, e Chelsea (ING), na decisão, sendo o herói do Mundial do Japão.

Final no Morumbi

Ele encerrou jejum de oito jogos sem marcar ao fazer o primeiro da vitória por 2 a 1, pela primeira decisão da Recopa Sul-Americana.