icons.title signature.placeholder Bruno Quaresma e Marcio Porto
22/11/2013
07:48

A escalação anunciada por Muricy Ramalho para o jogo contra a Ponte Preta surpreendeu até parte da diretoria do São Paulo. Nem as alterações feitas pelo treinador durante o jogo de quarta-feira foram entedidas. Assim como já aconteceu em outros momentos da carreira do técnico, a inovação em um jogo decisivo não deu certo e o Tricolor agora respira por aparelhos na Copa Sul-Americana.

Além de diretoria e torcida, Douglas também se surpreendeu ao ser sacado do time titular. Muricy optou por colocar Lucas Evangelista na linha de armação do meio de campo. Sem o camisa 23 em campo, a Macaca aproveitou os espaços pelo lado direito são-paulino para construir a vitória por 3 a 1.

Uma das mais polêmicas mudanças de última hora de Muricy aconteceu quando dirigia o Santos, na final do Mundial de Clubes, contra o Barcelona, em 2011. Ele decidiu formar a equipe com três zagueiros e o rival foi goleado por 4 a 0 para o time de Messi (veja esse e mais exemplos abaixo).

O São Paulo começou a reagir no Campeonato Brasileiro e se distanciou da zona de rebaixamento quando Muricy encontrou um esquema com Paulo Miranda como lateral e Douglas aberto pelo lado direito. O camisa 23 ataca e também é peça importante no sistema de marcação da equipe. Com ele nessa função, foram dez jogos, sete vitórias, dois empates e só uma derrota.

A torcida tricolor costuma vaiar Douglas em todos os jogos que acontecem no Morumbi. Por isso, não houve reclamações das arquibancadas pelo fato do jogador não ter entrado durante a partida.

Muricy explicou que a entrada de Lucas Evangelista era para dar mais ofensividade ao time. Na próxima quarta-feira, em Mogi Mirim, o São Paulo precisará de um poder de ataque muito maior, já que tem de marcar, pelo menos, três gols para passar pela Ponte Preta e se garantir na final da Sul-Americana.

AS SURPRESAS DE MURICY EM DECISÕES

Dagoberto de ala
Técnico inovou ao mudar a posição do atacante Dagoberto na segunda partida da semifinal do Campeonato Paulista de 2009, contra o Corinthians. Como ala-direito, o atual jogador do Cruzeiro travou duelo interessante com o lateral-esquerdo André Santos, do rival, mas não evitou a eliminação. No Morumbi, o São Paulo perdeu por 2 a 0 e deu adeus à decisão. Dagoberto seguiu como ala no jogo seguinte, mas a escolha inusitada de Muricy durou pouco. Na época, o hoje cruzeirense fez questão de dizer que não era ala e, sim, atacante.

Três zagueiros e show do Barcelona no Japão
O Santos começou a preparação para o Mundial no Campeonato Brasileiro. Nos últimos jogos antes do embarque para o Japão, Muricy escalou o zagueiro Durval como lateral-esquerdo e montou o time no 4-4-2. Assim foi na estreia do Mundial, na vitória de 3 a 1 sobre o Kashiwa Reysol (JAP). Na final, no entanto, Muricy surpreendeu e irritou muitos no Santos na época. O técnico mudou para o 3-5-2, com Léo na ala esquerda no lugar do meia Elano. Ele nunca havia jogado com tal formação. Resultado: 4 a 0 para o Barcelona.

Fator Marcos Assunção
Outra decisão de Muricy que causou discórdia no Santos. Na primeira partida da final do Paulistão deste ano, contra o Corinthians, o técnico escalou Marcos Assunção no lugar de Montillo, lesionado. A mudança surpreendeu por duas razões: Muricy vinha atuando no 3-5-2 e Marcos Assunção não vivia boa fase. O time jogou com três volantes e Muricy o colocou para aproveitar a bola parada. Não deu certo. O Corinthians passeou no primeiro tempo e Assunção foi substituído no intervalo. A partida terminou 2 a 1. O rival foi campeão.