icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo
27/11/2013
07:00

Potência do basquete nacional no início deste século, Bauru entra em quadra na noite desta quarta-feira, em Montevidéu (URU), em busca de sua primeira final internacional e também da primeira decisão desde que conquistou o título do Campeonato Brasileiro de 2002.

Às 21h (de Brasília), o time do interior paulista enfrenta o Aguada (URU) na segunda das semifinais da Liga Sul-Americana. O outro duelo, às 18h45, será entre o Brasília e o Boca Juniors (ARG).

Invicto no torneio após cinco jogos, os bauruenses vão atrás de um título para marcar definitivamente seu reestabelecimento como uma potência. Em 2006, quatro anos após o título nacional, a equipe foi desmontada e só retomou as atividades no fim de 2007, com um orçamento baixo. Os bons resultados desapareceram e só voltaram a partir da temporada 2010/2011. Em 2012, a equipe voltou a torneios internacionais com um quinto lugar na Liga das Américas e no Torneio Interligas Brasil-Argentina.

– Depois da época da Tilibra (patrocinador), entre 1998 e 2003, fiquei quatro anos fora de Bauru, e quando retornei começamos essa equipe do zero em todos os sentidos, dentro e fora da quadra. Estamos evoluindo a cada temporada em resultados e administrativamente – disse o técnico Guerrinha.

O bom momento de Bauru não é visto apenas na Liga Sul-Americana, cujo campeão terá vaga automática na Liga das Américas. Em âmbito estadual, os bauruenses também estão em alta. A partir da noite da próxima segunda-feira, a equipe decidirá com o Paulistano o título do Campeonato Paulista.

Dois dos destaques do Bauru na Liga Sul-Americana são jogadores que chegaram nesta temporada, os pivôs Lucas Tischer e Murilo.

Enfrentar na semifinal um time que atua em casa preocupa Guerrinha, mas ele se mostra confiante.

– Sem dúvida jogar um campeonato sul-americano fortalece muito a equipe da casa. Sentimos isso nas duas fases anteriores, mas temos condições de surpreendê-los e fazer a final – disse o técnico.

Paulistas nunca levaram o título

Em 14 edições da Liga Sul-Americana disputadas até hoje, jamais um time paulista conseguiu levar a taça. Em cinco oportunidades, ficaram com o vice-campeonato: Corinthians (1996 e 1997), Franca (1998 e 2007) e o COC/Ribeirão Preto (2006).

Títulos brasileiros, aliás, não são tão comuns na competição. As equipes do país ficaram cinco vezes com a medalha de ouro. Nas outras nove, os vencedores foram argentinos. Na última edição, o Regatas Corrientes relegou o Flamengo ao segundo posto.

Presente na semifinal, o Brasília já conquistou uma taça, em 2010.

Questionado se preferia encarar um rival do Brasil ou o Boca Juniors (equipe que derrotou na segunda fase) em uma eventual final, Guerrinha disse:

– Preferimos uma final brasileira para mostrar o tanto que o basquete masculino brasileiro está evoluindo a cada temporada, tanto dentro e fora da quadra.