icons.title signature.placeholder Jonas Moura
19/02/2015
00:03

João Souza, o Feijão (88º), teve aquilo que considerou o voleio mais fácil do tênis no segundo set da vitória sobre o esloveno Blaz Rola (92º) por 2 a 1, nesta quarta-feira, pelas oitavas de final do Aberto do Rio. Após três horas de partida, o brasileiro alcançou o primeiro triunfo sobre o rival em quatro confrontos até hoje. Como não poderia deixar de ser, ele foi bombardeado com perguntas sobre o lance após a partida. Mas soube se sair com bom humor.

– Ou eu pensava no voleio ou ia para o jogo. Se perdesse outro break point o jogo teria outro rumo. A parte mental outra vez foi fundamental. O mais complicado foi quando ele recuperou o 0-40. Passou um milhão de coisas. A tensão é normal. Ele voltar a 40 iguais me deixou preocupado. Vi que ele estava tenso, me deu duas duplas-faltas. Era o voleio mais fácil do tênis. Inventei de ir naquele canto e errei – disse Feijão, aos risos.

O próximo desafio do brasileiro é contra o austríaco Anders Haider-Maurer (74º), que surpreendeu o espanhol Tommy Robredo (18º), cabeça de chave número 2. A partida acontecerá na sexta-feira, em horário a ser definido pela organização. O oponente é bastante conhecido pelos encontros e treinos fora das quadras. 

– Deixa eu curtir só hoje (antes de pensar nele). A gente é bem amigo fora da quadra. Sempre nos damos bem. Treinamos juntos na Colômbia. Vou descansar e tentar me recuperar ao máximo. Venceu um cara inconstestável que é o Robredo. Espero contar com a galera. Vai ser duro. 

Feijão não acredita estar ainda em seu auge, mas reconhece que a busca da evolução já vem dando resultados. Sobretudo porque, na visão do tenista, já consegue se virar melhor em situações de pressão. E o duelo contra Blaz Rola foi uma demonstração convincente. Para se ter uma ideia, o erro no voleio foi o terceiro match point desperdiçado por ele na parcial.

– Estou cada vez mais perto. As pessoas só lembram quando a gente perde. Mas e os jogos que eu virei? Hoje, com certeza, estou me mantendo mais nos momentos difíceis. Sem meu saque, minha confiança abaixa. Estou mais leve, mais sólido, mais confiante. Mesmo quando estou atrás no placar – afirmou.

Apesar de continuar negando que a última vaga na equipe brasileira na Copa Davis ainda esteja indefinida, o brasileiro está praticamente confirmado na disputa contra a Argentina, pelo Grupo Mundial, em março, em Buenos Aires.