icons.title signature.placeholder Carlos Antunes
27/11/2014
10:04

Após estreia com vitória no Ultimate, Claudinha Gadelha terá seu primeiro grande desafio na organização ao encarar Joanna Jedrzejczyk, no UFC: Cigano x Miocic, dia 13 de dezembro, em Phoenix (EUA). A vencedora desse confronto será a provável desafiante ao cinturão dos palhas feminino, que conhece a campeã saindo do The Ultimate Fighter 20 no início de dezembro.

A atleta da equipe Nova União revelou que a organização não queria esse confronto agora, mas não teve outras opções e já colocaram as principais atletas da categoria (fora do TUF), para se enfrentarem. Gadelha garantiu que já esperava esse embate e quer se testar.

- Eles queriam outra luta, porque nós duas seriamos as desafiantes e não queriam que lutássemos. Mas eu já esperava essa luta, porque já estava de olho nela e sabia que uma hora ou outra nós iriamos nos enfrentar. Queria lutar até o fim do ano e tinha pedido para encarar a vencedora desse duelo entre ela e a Ju Thai, já que as outras meninas estão na casa do TUF. Estou preparada para esse desafio. Tenho que lutar na média para a curta distância, porque ela joga golpes contundentes e tenho que imprimir meu jogo - afirmou a lutadora, durante encontro com a imprensa na Nova União.

Este combate tem tudo para decidir quem será a primeira desafiante ao título da categoria. Como a maioria das atletas do peso está no TUF 20, Claudinha admitiu que espera que a vencedora deste confronto seja a próxima a disputar o cinturão.

Claudinha venceu Tina Lahdemaki na estreia no Ultimate (FOTO: UFC)

- O Dana White botou todas as meninas na casa para competirem lá dentro. Antes disso, no Invicta, eu era a desafiante. Mas agora tem eu e a Joanna que somos fortes candidatas. Acho que esse duelo vai decidir quem será a desafiante - confiou a brasileira.

A categoria peso palha ainda não teve muitas lutas no Ultimate, mas é vista como bons olhos pelos fãs e principalmente pelo presidente Dana White, que elogiou o nível das atletas. Segundo Claudinha, ela considera essa divisão como a mais acirrada, dentro e fora do octógono, e revelou ter ficado aliviada por não ter participado do reality show.

- Considero essa categoria muito boa, porque tem meninas talentosas e o mundo ainda vai ver isso. Elas ainda não estrearam no UFC, mas no TUF o pessoal, quando começar a olhar, vai se surpreender. Essa divisão além de ser competitiva, tem o rancor das meninas uma com a outra. Soube que na casa do TUF houve muita confusão e uns dramas. Fiquei aliviada de não estar lá, porque não ia ter paciência para isso (risos) - completou.