icons.title signature.placeholder Eduardo Moura
13/04/2014
10:33

Com história no Internacional, Alex vive um domingo especial. Que pode ser tornar ainda mais. O meia de 32 anos, bicampeão da América, busca seu tetracampeonato gaúcho - foi campeão em 2004, 2007 e 2008. Como o Inter. O polivalente jogador terá a chance de completar 200 jogos com a camisa colorado no Gre-Nal deste domingo, às 16h, no Centenário, em Caxias do Sul.

Alex foi contratado em 2004 pelo Inter, pelas mãos de Fernando Carvalho, do Guarani. Chegou, mas pouco jogou. Sofreu muito com lesões, principalmente no púbis. Ganhou continuidade maior apenas em 2006, já que pouco jogou no Brasileiro de 2005 e não estava inscrito na primeira fase da Libertadores de 2006.

- Eu fico feliz demais. É até pequeno pelo tempo que perdi por lesão. Completar 200 jogos, em uma final de campeonato, é muito bom. Mas futebol se resume a titulo. Você pode completar 1000 jogos e não conquistar anda. Todo mundo que passou aqui, que participou, desde o Fernando Carvalho, Vitório Piffero, que me bancaram quando eu lesionava, como os treinadores também. Isso veio como resposta, com um título, fico mais do que honrado. Quem sabe buscar outras conquistas pelo Inter - disse o meia.

A lista de títulos de Alex no Inter é extensa. Ele esteve presente nas maiores conquistas do clube - executando diferentes funções. Foi campeão da Libertadores e do Mundial em 2006, como meia ao lado de Tinga. Em 2007, ganhou a Recopa. Em 2008, foi campeão da Sul-Americana. Já jogando praticamente como um atacante, ao lado de Nilmar. Ficou conhecido pelo seu potente chute. O Boca Juniors, por exemplo, foi vítima de três petardos. Outros também sofreram. Pelo Corinthians, ganhou a América.

No primeiro Gre-Nal, Alex começou jogando pela esquerda, mas caindo pelo meio, se aproximando de D'Alessandro. Acompanhava Ramiro, para não deixá-lo jogar. No segundo tempo, jogou quase em linha com Alan Patrick, Aránguiz e D'Alessandro, pelo meio com o chileno. As possibilidades que o jogador dá são alvo de elogios de Abelão.

- Taticamente se adapta muito bem à qualquer tipo de situação. Hoje, ajuda na marcação, mas tem a liberdade de chegar. Com funções mais táticas do que a liberdade que tinha mais para frente em outra época. Quando ele jogou com atacante, você lembra bem, eu tinha Índio, Orozco e Marcão, sem lateral. E no meio tinha Edinho, Magrão e Guiñazú. Aqueles três caras davam responsabilidade incrível - comentou Abel.

O camisa 12 tem escalação confirmada após ficar de fora do jogo inaugural do Beira-Rio, contra o Peñarol, no último domingo.