icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
29/04/2014
08:00

Foi baseado no que viu entre 2011 e 2012 no Santos que Muricy Ramalho escolheu Alan Kardec como o primeiro nome da lista de reforços do São Paulo para o segundo semestre. Mas o técnico com quem trabalhou na Vila Belmiro e conquistou o Campeonato Paulista de 2012 não será o único a conhecer bem suas características como jogador e sua personalidade.

Quando pisar no CT da Barra Funda pela primeira vez, algo que ainda não tem data para acontecer, Kardec irá reencontrar três colegas com quem disputou o Mundial sub-20 pela Seleção Brasileira em 2009: o lateral-direito Douglas, o volante Souza e o meia Paulo Henrique Ganso.

O quarteto conduziu o time canarinho à final do torneio, mas acabou derrotado por Gana na disputa de pênaltis após empate sem gols – Kardec fez, mas Souza desperdiçou a cobrança.
Municiado por Ganso, o centroavante foi o artilheiro brasileiro no Mundial com quatro gols marcados. A parceria se repetiu na Vila Belmiro, quando, além de receber assistências do meia, Alan Kardec foi escalado para auxiliar na armação das jogadas.

Revelado nas categorias de base do Vasco da Gama assim como o novo atacante tricolor, Souza é o mais íntimo dos três ex-companheiros de Seleção Brasileira sub-20 – número que pode aumentar se o zagueiro Rafael Toloi for devolvido pela Roma (ITA).A ótima relação com o volante, inclusive, foi um dos trunfos da diretoria do São Paulo para convencer Kardec a pular o muro da Academia de Futebol e passar a trabalhar no CT da Barra Funda.

O bom ambiente com os jogadores e a plena confiança de Muricy Ramalho podem, como esperam os representantes do jogador, fazer com que Alan Kardec não ganhe o rótulo de mercenário e caia rapidamente nas graças dos torcedores do São Paulo.

Com a palavra, Bruno Cassucci - repórter do núcleo Santos do LANCE!:

Alan Kardec surpreendeu a todos, inclusive Muricy Ramalho, pela inteligência tática e versatilidade que mostrou no Santos – defendeu o Alvinegro por um ano, entre o meio de 2011 e junho de 2012. Ele jogou de três formas. Com Ganso estava lesionado, vestiu a camisa 10. Em alguns momentos, foi o centroavante, ao lado de Neymar, e também atuou pela direita, com Borges centralizado. Foi bem em todas.