icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira
28/04/2014
11:24

Negro, filho de pai nigeriano e mãe filipina, o lateral-esquerdo Alaba nasceu na Áustria e fará 22 anos no dia 24 de junho, durante a Copa do Mundo. Mas não estará no Brasil, já que a sua seleção passou bem longe da classificação nas eliminatórias. No Bayern, é unanimidade na posição e já tem muita história para contar. Astro maior do futebol em seu país, o mais jovem atleta a defender o Bayern em jogo oficial (tinha 17 anos) pode alcançar a sua quarta final de Liga dos Campeões e vencer a segunda.

Alaba ainda tem cara de menino. Poderia passar por qualquer adolescente brasileiro, com seu boné virado, o gosto por calça jeans rasgada. Conserva um jeito muito tímido. Na coletiva de imprensa, estava visivelmente incomodado e até aliviado com o fato de que quase todas as perguntas estavam sendo direcionadas a Robben.

- Não é segredo que não gosto de ficar sentado aqui com essas centenas de câmeras em cima. Mas eu também sei que é parte da vida de um atleta e tenho muitos companheiros que me ajudam a ficar mais confortável com os jornalistas - disse Alaba, lembrando que é tipo um "filho" para Robben e que fica bem mais à vontade quando atende a imprensa numa zona mista ou num treino, já que o foco é mais dividido.

A confiança que ele vem tendo dos treinadores também o ajuda neste início de carreira:

- Sim, tenho só 21 anos e títulos que muitos veteranos não possuem. Por isso eu só tenho a agradecer a confiança e as oportunidades que o Heynckes e agora o Guardiola me dão. Tudo isso é muito bonito.

Sobre a final, o discurso padrão:

- Não temos medo. Temos força e uma preparação muito boa para chegar na final. Este é o nosso sonho - disse Alaba, que assim que terminou a coletiva foi o primeiro a sair da sala e entrar no carro que o levou ao CT do Bayern, que fica bem afastado do Allianz Arena.