icons.title signature.placeholder Vinícius Faustini
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29/07/2013
07:00

Um espírito desbravador trouxe o Aimoré de volta à elite do Rio Grande do Sul. Em nove meses de intensas batalhas, o Índio Capilé saiu da Segunda Divisão (nome da Terceira Divisão gaúcha) e pegou a última chamada da Divisão de Acesso – ao empatar em 1 a 1 com o Riograndense, no domingo passado, e garantir a terceira vaga para o Gauchão de 2014.

– A gente chegou à direção para resgatar o clube. Procurávamos jogadores com experiência, talento e dedicação – recordou Felipe Floriani Becker, atual presidente do clube de São Leopoldo, ao LANCE!Net.

O empenho, talvez, fosse o fator mais relevante para ser um atleta do Índio Capilé. Foram 19 anos distante dos olhos da divisão principal – e, entre 1996 e 2006, o departamento de futebol foi fechado.

As primeiras lutas de 2013 não trouxeram resultados animadores. Em seis jogos sob o comando de Gelson Conte, o Aimoré viu a zona de rebaixamento iminente – chegando a ter uma série de três derrotas consecutivas. Foi preciso um técnico guerreiro, acostumado a comandar times de menor investimento, para aprumar a equipe: Ben-Hur Pereira, que passou por Lajeadense, São José e Cruzeiro-RS.

Os bons resultados começaram a aparecer no fim do Primeiro Turno. E no Segundo Turno, veio a campanha avassaladora. Tendo destaques como Alex, Toto, Mikael e Japa, foram cinco vitórias em sete jogos na fase de grupos, duas vitórias sobre o Internacional-SM nas quartas de final, além de despachar o Ypiranga na semi. Mas, na final, contra o Brasil-Pel, não deu. Restou jogar contra o Riograndense. A vaga começou a aparecer a equipe garantiu com um 3 a 2 na ida, em Santa Maria – com gol nos acréscimos de Rodrigo Galvão.

Era o fim da batalha pelo tão esperado acesso à elite. De olho em 2014, o Índio Capilé se prepara para a intensa guerra do Gauchão.

OS FEITOS CAPILÉS

Da fundação ao profissionalismo
Inicia suas atividades em 26 de março de 1936. Depois de décadas no futebol amador, somente em 1957 o clube de São Leopoldo se profissionaliza.

‘Vice gaúcho’ de 1959
Após um empate sem gols em casa, perde o Campeonato Metropolitano para o Grêmio por 1 a 0. Mas se considera até hoje vice-campeão do Gauchão, por jogar contra equipes de Porto Alegre e dos arredores da capital. Neste ano, a equipe revela Mengálvio, que se tornaria campeão mundial com o Santos de Pelé.

Felipão e mais dez
Revela o zagueiro Luiz Felipe – décadas mais tarde, conhecido como o treinador Luiz Felipe Scolari, campeão da Copa do Mundo de 2002 e da Copa das Confederações de 2013 sob o comando da Seleção Brasileira.

Segunda Divisão – 2012
A equipe disputa a Segunda Divisão e dá sua primeira volta olímpica após 76 anos de existência. Depois do 3 a 0 na ida, os Índios Capilés batem o Gaúcho por 2 a 0, gols de Toto e de Lukinhas, em 18/5/12. É o primeiro passo da ida meteórica à elite com a passagem pela Segundona um único ano.

COM A PALAVRA
Felipe Floriani Becker
Presidente do Aimoré, ao L!Net.

A gente entrou na diretoria com o objetivo de resgatar o clube após tantos anos. Pegamos o caixa completamente amassado, com as dívidas que ultrapassavam R$ 1 milhão. Aproveitei o fato de ter amigos ligados a futebol no Rio Grande do Sul para procurar jogadores com experiência, qualidade e dedicação e montarmos um time para jogar uma Segunda Divisão (N.R.: Terceira Divisão gaúcha). E, em nove meses, subimos ainda mais.
A partir de agora vamos visar à Copa RS, do segundo semestre, e ver como ficará o nosso trabalho para o ano que vem. E temos que chegar para ficar na elite.

Um de nossos objetivos é transformar o Aimoré em um segundo time de todos. Porque aqui em São Leopoldo, todos torcem primeiro para o time da capital. Eu mesmo sou conselheiro do Internacional. Outro objetivo que temos é voltar a dar atenção aos talentos que temos. Aqui sempre foi tradicionalmente um celeiro de jogadores, como Mengálvio, Bolívar. Isto não pode acabar.

IDENTIFICAÇÃO COM HISTÓRIA DO CLUBE

Autor de um dos gols da vitória do Aimoré no jogo de ida, o atacante Rodrigo Galvão teve um motivo a mais para comemorar o acesso da equipe:

– Sou de São Leopoldo, ia a jogos do Aimoré com o meu pai, fui criado nas categorias de base daqui. É muito bom ajudar o time a subir – disse, ao L!Net.
O jogador de 33 anos ressaltou que a chegada de Ben-Hur Pereira foi essencial para a mudança de postura do clube:

– O Ben-Hur trouxe dois jogadores, isso ajudou bastante a gente. Tivemos forças para lutar e ajudar o Aimoré a conquistar esta ascensão meteórica. Hoje, sei que valeu a pena ter retornado do exterior e vir ajudar o time a subir – disse.

BEN-HUR DESTACA FORÇA DA TORCIDA

No dia seguinte à conquista da terceira vaga, o técnico Ben-Hur Pereira afirmou que o apoio da torcida foi fundamental durante a Divisão de Acesso:

– Parece que todos compraram a ideia de retorno. O aumento de sócios, pelo que eu soube, foi enorme. O Cristo Rei estava sempre cheio, e isto foi muito bom para a gente. Logo após o jogo, o clube estava entusiasmado com este acesso para a Primeira Divisão – declarou ao L!Net.

O experiente treinador, que em 16 jogos teve nove vitórias, dois empates e apenas três derrotas, revelou que já esperava um vice-campeonato do Segundo Turno:

– O Brasil tinha um grande investimento. Já nos confrontos com o Riograndense, eu sabia que íamos enfrentar uma equipe do mesmo nível que o nosso – afirmou.

Ben-Hur Pereira disse o que espera para o Aimoré na elite:

– O clube vai ter de se reestruturar. Além de Inter e Grêmio, há outros times de tradição que se preparam antes para o Gauchão. O Aimoré precisa se reestruturar.

Um espírito desbravador trouxe o Aimoré de volta à elite do Rio Grande do Sul. Em nove meses de intensas batalhas, o Índio Capilé saiu da Segunda Divisão (nome da Terceira Divisão gaúcha) e pegou a última chamada da Divisão de Acesso – ao empatar em 1 a 1 com o Riograndense, no domingo passado, e garantir a terceira vaga para o Gauchão de 2014.

– A gente chegou à direção para resgatar o clube. Procurávamos jogadores com experiência, talento e dedicação – recordou Felipe Floriani Becker, atual presidente do clube de São Leopoldo, ao LANCE!Net.

O empenho, talvez, fosse o fator mais relevante para ser um atleta do Índio Capilé. Foram 19 anos distante dos olhos da divisão principal – e, entre 1996 e 2006, o departamento de futebol foi fechado.

As primeiras lutas de 2013 não trouxeram resultados animadores. Em seis jogos sob o comando de Gelson Conte, o Aimoré viu a zona de rebaixamento iminente – chegando a ter uma série de três derrotas consecutivas. Foi preciso um técnico guerreiro, acostumado a comandar times de menor investimento, para aprumar a equipe: Ben-Hur Pereira, que passou por Lajeadense, São José e Cruzeiro-RS.

Os bons resultados começaram a aparecer no fim do Primeiro Turno. E no Segundo Turno, veio a campanha avassaladora. Tendo destaques como Alex, Toto, Mikael e Japa, foram cinco vitórias em sete jogos na fase de grupos, duas vitórias sobre o Internacional-SM nas quartas de final, além de despachar o Ypiranga na semi. Mas, na final, contra o Brasil-Pel, não deu. Restou jogar contra o Riograndense. A vaga começou a aparecer a equipe garantiu com um 3 a 2 na ida, em Santa Maria – com gol nos acréscimos de Rodrigo Galvão.

Era o fim da batalha pelo tão esperado acesso à elite. De olho em 2014, o Índio Capilé se prepara para a intensa guerra do Gauchão.

OS FEITOS CAPILÉS

Da fundação ao profissionalismo
Inicia suas atividades em 26 de março de 1936. Depois de décadas no futebol amador, somente em 1957 o clube de São Leopoldo se profissionaliza.

‘Vice gaúcho’ de 1959
Após um empate sem gols em casa, perde o Campeonato Metropolitano para o Grêmio por 1 a 0. Mas se considera até hoje vice-campeão do Gauchão, por jogar contra equipes de Porto Alegre e dos arredores da capital. Neste ano, a equipe revela Mengálvio, que se tornaria campeão mundial com o Santos de Pelé.

Felipão e mais dez
Revela o zagueiro Luiz Felipe – décadas mais tarde, conhecido como o treinador Luiz Felipe Scolari, campeão da Copa do Mundo de 2002 e da Copa das Confederações de 2013 sob o comando da Seleção Brasileira.

Segunda Divisão – 2012
A equipe disputa a Segunda Divisão e dá sua primeira volta olímpica após 76 anos de existência. Depois do 3 a 0 na ida, os Índios Capilés batem o Gaúcho por 2 a 0, gols de Toto e de Lukinhas, em 18/5/12. É o primeiro passo da ida meteórica à elite com a passagem pela Segundona um único ano.

COM A PALAVRA
Felipe Floriani Becker
Presidente do Aimoré, ao L!Net.

A gente entrou na diretoria com o objetivo de resgatar o clube após tantos anos. Pegamos o caixa completamente amassado, com as dívidas que ultrapassavam R$ 1 milhão. Aproveitei o fato de ter amigos ligados a futebol no Rio Grande do Sul para procurar jogadores com experiência, qualidade e dedicação e montarmos um time para jogar uma Segunda Divisão (N.R.: Terceira Divisão gaúcha). E, em nove meses, subimos ainda mais.
A partir de agora vamos visar à Copa RS, do segundo semestre, e ver como ficará o nosso trabalho para o ano que vem. E temos que chegar para ficar na elite.

Um de nossos objetivos é transformar o Aimoré em um segundo time de todos. Porque aqui em São Leopoldo, todos torcem primeiro para o time da capital. Eu mesmo sou conselheiro do Internacional. Outro objetivo que temos é voltar a dar atenção aos talentos que temos. Aqui sempre foi tradicionalmente um celeiro de jogadores, como Mengálvio, Bolívar. Isto não pode acabar.

IDENTIFICAÇÃO COM HISTÓRIA DO CLUBE

Autor de um dos gols da vitória do Aimoré no jogo de ida, o atacante Rodrigo Galvão teve um motivo a mais para comemorar o acesso da equipe:

– Sou de São Leopoldo, ia a jogos do Aimoré com o meu pai, fui criado nas categorias de base daqui. É muito bom ajudar o time a subir – disse, ao L!Net.
O jogador de 33 anos ressaltou que a chegada de Ben-Hur Pereira foi essencial para a mudança de postura do clube:

– O Ben-Hur trouxe dois jogadores, isso ajudou bastante a gente. Tivemos forças para lutar e ajudar o Aimoré a conquistar esta ascensão meteórica. Hoje, sei que valeu a pena ter retornado do exterior e vir ajudar o time a subir – disse.

BEN-HUR DESTACA FORÇA DA TORCIDA

No dia seguinte à conquista da terceira vaga, o técnico Ben-Hur Pereira afirmou que o apoio da torcida foi fundamental durante a Divisão de Acesso:

– Parece que todos compraram a ideia de retorno. O aumento de sócios, pelo que eu soube, foi enorme. O Cristo Rei estava sempre cheio, e isto foi muito bom para a gente. Logo após o jogo, o clube estava entusiasmado com este acesso para a Primeira Divisão – declarou ao L!Net.

O experiente treinador, que em 16 jogos teve nove vitórias, dois empates e apenas três derrotas, revelou que já esperava um vice-campeonato do Segundo Turno:

– O Brasil tinha um grande investimento. Já nos confrontos com o Riograndense, eu sabia que íamos enfrentar uma equipe do mesmo nível que o nosso – afirmou.

Ben-Hur Pereira disse o que espera para o Aimoré na elite:

– O clube vai ter de se reestruturar. Além de Inter e Grêmio, há outros times de tradição que se preparam antes para o Gauchão. O Aimoré precisa se reestruturar.