icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro e Marcio Porto
16/04/2014
22:50

Eleito presidente do São Paulo na noite desta quarta-feira, Carlos Miguel Aidar fez um longo discurso de posse no salão nobre do Morumbi. E boa parte dele foi dirigido a Kalil Rocha Abdalla, que retirou sua canditatura pouco antes do pleito. Aidar ridicularizou a atitude do colega são-paulino.

Com a carta aberta entregue por Kalil após a desistência em mãos, Aidar utilizou dois exemplos para ironizar seu "ex-concorrente", como ele classificou. O primeiro foi a crítica feita pela oposição ao pleito desta noite.

- Vejo aqui essa carta e leio este trecho: "Quero impedir a efetivação de novo golpe engendrado pelas mesmas pessoas que, há três anos, promoveram a alteração do estatuto, que tornou viável o terceiro mandato sucessivo (refere-se a Juvenal Juvêncio) que os torcedores de nossa equipe sonhavam que terminasse". O cidadão que escreveu isso foi eleito hoje para seu terceiro mandato na Santa Casa de Misericórdia. Vejam isso. Pimenta nos olhos dos outros... - afirmou Aidar, citando a vitória de Kalil para provedor da Santa Casa, em eleição também nesta quarta.

O outro exemplo utilizado pelo novo presidente do São Paulo foi o da eleição passada. Na ocasião, Juvenal Juvêncio foi eleito com maioria absoluta dos votos, tendo o candidato da oposição, Edson Lapolla, recebido apenas sete votos.

- Da outra vez, pelo menos houve eleição. Foram sete votos. Agora, eu não tive candidato. Ele fugiu. Meu ex-adversário fugiu. Isso é uma vergonha - alfinetou Aidar.

Polêmica! Aidar vence eleição e oposição se manifesta