icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Marcio Porto
18/04/2014
07:06

Na década de 1980, jovens com visual nada comum explodiam como fenômenos mundiais da música. Os portorriquenhos dos Menudos deixavam fãs ensandecidos pelo planeta, enquanto o São Paulo produzia efeito semelhante nos zagueiros rivais.

Silas, Sidney, Müller e Careca eram os Menudos do Morumbi. Formavam a linha de frente dos títulos do Campeonato Paulista de 1985 e do Brasileirão de 1986 sob a presidência de Carlos Miguel Aidar. Passados 30 anos e de volta ao cargo, o sucessor de Juvenal Juvêncio quer voltar a ver o São Paulo forte com jovens da base.

- Gostaria de mais entrosamento entre a base e o profissional. Os menores precisavam seguir o modelo e observar os profissionais. Os Menudos, com o Cilinho de técnico, faziam isso - relembrou.

Para Aidar, a aposta nas categorias de base são essenciais para um clube de futebol, principalmente para o São Paulo, que possui estrutura para tal. Além de formar times vencedores, é possível lucrar, como fez com Silas, Müller e Careca.

O sonho de criar nova geração de Menudos, porém, tem obstáculos. Muricy Ramalho, embora tenha dado chances para Boshcilia, Ewandro e

Ademilson, é cauteloso com promessas de Cotia. Sergio Mota e Oscar, que surgiram na primeira passagem do técnico, pouco atuaram no time profissional por serem imaturos demais na opinião do treinador são-paulino.

A solução, então, seria entregar atletas mais prontos para o time de cima com a volta da equipe de aspirantes. O formato ajudou a revelar Hernanes e Jean, bons valores que despontaram com mais de 20 anos e depois de participarem de excursões pelo mundo com o Tricolor.

- Quero trazer de volta o Aspirantes. Os meninos têm de ser preparados com partidas preliminares - disse o presidente tricolor.
Para a vontade de Aidar se concretizar, é preciso que Muricy “não se reprima” em usar os garotos.