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31/07/2013
17:27

O São Paulo passa por um dos piores períodos da sua história e ficou frente a frente com o time sensação do momento, atual campeão da Liga dos Campeões da Europa e dirigido por um dos mais balados técnicos do mundo, Pep Guardiola. Com estilo defensivo, o Tricolor até superou as suas limitações e foi bravo, brigador e aguerrido. Mesmo assim, o Bayern de Munique (ALE) venceu por 2 a 0, nesta quarta-feira, na Allianz Arena, e está na final da Copa Audi.

Mandzukic e Weiser marcaram para os donos da casa. Pelo lado são-paulino, o goleiro Rogério Ceni foi o herói e vilão, com grandes defesas, lembrando até a performance gloriosa em 2005, no tricampeonato mundial. Mas, a imagem ficou manchada ao perder um pênalti no final da partida.

Classificado, o Bayern jogará a decisão do torneio nesta quinta-feira, no mesmo local, diante do Manchester City (ING). O time inglês venceu o Milan (ITA) por 5 a 3 e avançou no torneio. Já o Tricolor irá encarar os italianos, relembrando o título Mundial de 1993, às 13h30 de Brasilia, na disputa do terceiro lugar. 

É ATAQUE CONTRA DEFESA!

Os ares europeus são diferentes. Façamos um exercício de imaginação: você, um jogador de futebol, em um dos maiores estádios do mundo, atuando contra a equipe sensação do momento. A motivação nesse cenário é enorme. Alie a isso o time tricampeão mundial e elogiado pelo técnico adversário. Mesmo atravessando um dos piores períodos da história (não vence há doze jogos), o São Paulo precisava de algo diferente para sair da situação incômoda em que se encontra.

Diante de um Bayern sob os cuidados de Guardiola, o técnico Paulo Autuori, como tem insistido nos treinamentos, prioriza o setor defensivo e a rapidez na saída de jogo. E foi assim durante o primeiro tempo. Um São Paulo postado atrás, deixando os bávaros trabalharem a bola na defesa e no meio da intermediária. Jadson e Osvaldo até marcaram os laterais Rafinha e Alaba.

O domínio dos alemães foi grande. Rodaram bem a bola e buscaram espaços para agredir. O holandês Arjen Robben, herói da última Liga dos Campeões ao anotar o gol da vitória diante do Borussia Dortmund (ALE), mas também vilão na decisão contra o Chelsea (ING) ao perder um pênalti, em 2011, foi quem mais levou perigo. No habitual drible para o lado esquerdo e chute forte. Tentou encobrir Ceni e arriscou chutes de primeira. Mas em vão. A melhor chance foi com Pizarro, lance em que Toloi tirou a bola de cima da linha.

Robben e Wellington brigam por jogada na Allianz Arena (FOTO: Christof Stache/AFP) 

O goleiro Rogério Ceni fez grandes defesas na etapa inicial (assim como no restante da partida). O São Paulo até tentou um chute, com Aloísio, mas Neuer pegou. O drible de Osvaldo pelo meio das pernas de seu marcador também rendeu elogios dos torcedores são-paulinos que foram ao estádio.

Enfrentar um dos times mais temidos do mundo, mas em uma das piores fases pode apresentar dois cenários: aumentar as marcas negativas ou unir ainda mais o grupo e mostrar que tem qualidade para superar esse período. Nos primeiros 45 minutos, os são-paulinos ficaram com a segunda opção.

É REDE! É DO BAYERN!

Os jogadores do Tricolor fizeram uma corrente, ainda na escadaria que dá acesso ao gramado, na volta para o segundo tempo. Mas o ímpeto apresentado na etapa inicial só durou até os nove minutos do segundo tempo. O atacante Mandzukic deixou o banco de reservas para ir às redes. Em cobrança de escanteio de Robben, Edson Silva desvia para trás e o jogador do time alemão consegue empurrar na segunda trave.

Em desvantagem, o técnico Paulo Autuori colocou o time um pouco mais à frente, sem se descuidar com a defesa, mas aumentando a qualidade no passe e também a velocidade na saída ao ataque. Contudo, a superioridade do Bayern é grande. Guardiola até trocou alguns jogadores, para rodar o elenco, e os Bávaros permaneceram com o mesmo ímpeto ofensivo, desperdiçando boas oportunidades.

O São Paulo, que sofre com a queda no rendimento físico no segundo tempo, teve as entradas dos reservas para manter o padrão tático e ganhar mais ímpeto em campo. No final da partida, Weiser ainda foi às redes, após aproveitar rebote de um chute na trave. No final, Silvinho ainda sofreu pênalti. Na cobrança, Ceni bateu no canto esquerdo de Neuer, que pegou. Mancha que recai na boa atuação do goleiro.

Mesmo com a derrota e o acréscimo de mais um jogo à marca negativa sem vitórias, os jogadores podem sair com a cabeça erguida, pois sabem que mesmo que seja tortuoso, o caminho para sair da situação está sendo trilhado.

FICHA TÉCNICA
BAYERN DE MUNIQUE (ALE) 2 X 0 SÃO PAULO

Local: Allianz Arena, em Munique (ALE)
Data-Hora: 31/7/2013 - 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Deniz Aytekin (ALE)
Auxiliares: Benjamin Brand (ALE) e Marco Achmüller (ALE)

Público: 56.500 pagantes
Cartões amarelos: Kroos (FCB); Wellington (SPO)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Mandzukic, aos 9'/2T (1-0); Weiser, aos 40'/2T (2-0);

BAYERN DE MUNIQUE (ALE): Neuer, Rafinha (Højbjerg, aos 43'/2T), Dante (Van Buyten, aos 17'/2T), Javi Martínez (Boateng, aos 17'/2T) e Alaba (Schmitz, aos 43'/2T); Lahm (Weiser, aos 26'/2T), Kroos (Shaqiri, aos 21'/2T), Schweinsteiger (Kirchhoff, aos 17'/2T), Ribéry (Green, aos 32'/2T) e Robben (Müller, aos 12'/2T); Pizarro (Mandzukic, no intervalo). Técnico: Pep Guardiola.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Douglas (Lucas Farias, aos 24'/2T), Rafael Toloi (Lucão, aos 24'/2T), Paulo Miranda (Edson Silva, aos 12'/1T) e Reinaldo; Wellington, Fabrício (Lucas Evangelista, aos 17'/2T), Rodrigo Caio (Maicon, aos 10'/2T) e Jadson (Ademilson, aos 7'/2T); Osvaldo (Ganso, no intervalo) e Aloísio (Silvinho, aos 32'/2T). Técnico: Paulo Autuori.


O São Paulo passa por um dos piores períodos da sua história e ficou frente a frente com o time sensação do momento, atual campeão da Liga dos Campeões da Europa e dirigido por um dos mais balados técnicos do mundo, Pep Guardiola. Com estilo defensivo, o Tricolor até superou as suas limitações e foi bravo, brigador e aguerrido. Mesmo assim, o Bayern de Munique (ALE) venceu por 2 a 0, nesta quarta-feira, na Allianz Arena, e está na final da Copa Audi.

Mandzukic e Weiser marcaram para os donos da casa. Pelo lado são-paulino, o goleiro Rogério Ceni foi o herói e vilão, com grandes defesas, lembrando até a performance gloriosa em 2005, no tricampeonato mundial. Mas, a imagem ficou manchada ao perder um pênalti no final da partida.

Classificado, o Bayern jogará a decisão do torneio nesta quinta-feira, no mesmo local, diante do Manchester City (ING). O time inglês venceu o Milan (ITA) por 5 a 3 e avançou no torneio. Já o Tricolor irá encarar os italianos, relembrando o título Mundial de 1993, às 13h30 de Brasilia, na disputa do terceiro lugar. 

É ATAQUE CONTRA DEFESA!

Os ares europeus são diferentes. Façamos um exercício de imaginação: você, um jogador de futebol, em um dos maiores estádios do mundo, atuando contra a equipe sensação do momento. A motivação nesse cenário é enorme. Alie a isso o time tricampeão mundial e elogiado pelo técnico adversário. Mesmo atravessando um dos piores períodos da história (não vence há doze jogos), o São Paulo precisava de algo diferente para sair da situação incômoda em que se encontra.

Diante de um Bayern sob os cuidados de Guardiola, o técnico Paulo Autuori, como tem insistido nos treinamentos, prioriza o setor defensivo e a rapidez na saída de jogo. E foi assim durante o primeiro tempo. Um São Paulo postado atrás, deixando os bávaros trabalharem a bola na defesa e no meio da intermediária. Jadson e Osvaldo até marcaram os laterais Rafinha e Alaba.

O domínio dos alemães foi grande. Rodaram bem a bola e buscaram espaços para agredir. O holandês Arjen Robben, herói da última Liga dos Campeões ao anotar o gol da vitória diante do Borussia Dortmund (ALE), mas também vilão na decisão contra o Chelsea (ING) ao perder um pênalti, em 2011, foi quem mais levou perigo. No habitual drible para o lado esquerdo e chute forte. Tentou encobrir Ceni e arriscou chutes de primeira. Mas em vão. A melhor chance foi com Pizarro, lance em que Toloi tirou a bola de cima da linha.

Robben e Wellington brigam por jogada na Allianz Arena (FOTO: Christof Stache/AFP) 

O goleiro Rogério Ceni fez grandes defesas na etapa inicial (assim como no restante da partida). O São Paulo até tentou um chute, com Aloísio, mas Neuer pegou. O drible de Osvaldo pelo meio das pernas de seu marcador também rendeu elogios dos torcedores são-paulinos que foram ao estádio.

Enfrentar um dos times mais temidos do mundo, mas em uma das piores fases pode apresentar dois cenários: aumentar as marcas negativas ou unir ainda mais o grupo e mostrar que tem qualidade para superar esse período. Nos primeiros 45 minutos, os são-paulinos ficaram com a segunda opção.

É REDE! É DO BAYERN!

Os jogadores do Tricolor fizeram uma corrente, ainda na escadaria que dá acesso ao gramado, na volta para o segundo tempo. Mas o ímpeto apresentado na etapa inicial só durou até os nove minutos do segundo tempo. O atacante Mandzukic deixou o banco de reservas para ir às redes. Em cobrança de escanteio de Robben, Edson Silva desvia para trás e o jogador do time alemão consegue empurrar na segunda trave.

Em desvantagem, o técnico Paulo Autuori colocou o time um pouco mais à frente, sem se descuidar com a defesa, mas aumentando a qualidade no passe e também a velocidade na saída ao ataque. Contudo, a superioridade do Bayern é grande. Guardiola até trocou alguns jogadores, para rodar o elenco, e os Bávaros permaneceram com o mesmo ímpeto ofensivo, desperdiçando boas oportunidades.

O São Paulo, que sofre com a queda no rendimento físico no segundo tempo, teve as entradas dos reservas para manter o padrão tático e ganhar mais ímpeto em campo. No final da partida, Weiser ainda foi às redes, após aproveitar rebote de um chute na trave. No final, Silvinho ainda sofreu pênalti. Na cobrança, Ceni bateu no canto esquerdo de Neuer, que pegou. Mancha que recai na boa atuação do goleiro.

Mesmo com a derrota e o acréscimo de mais um jogo à marca negativa sem vitórias, os jogadores podem sair com a cabeça erguida, pois sabem que mesmo que seja tortuoso, o caminho para sair da situação está sendo trilhado.

FICHA TÉCNICA
BAYERN DE MUNIQUE (ALE) 2 X 0 SÃO PAULO

Local: Allianz Arena, em Munique (ALE)
Data-Hora: 31/7/2013 - 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Deniz Aytekin (ALE)
Auxiliares: Benjamin Brand (ALE) e Marco Achmüller (ALE)

Público: 56.500 pagantes
Cartões amarelos: Kroos (FCB); Wellington (SPO)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Mandzukic, aos 9'/2T (1-0); Weiser, aos 40'/2T (2-0);

BAYERN DE MUNIQUE (ALE): Neuer, Rafinha (Højbjerg, aos 43'/2T), Dante (Van Buyten, aos 17'/2T), Javi Martínez (Boateng, aos 17'/2T) e Alaba (Schmitz, aos 43'/2T); Lahm (Weiser, aos 26'/2T), Kroos (Shaqiri, aos 21'/2T), Schweinsteiger (Kirchhoff, aos 17'/2T), Ribéry (Green, aos 32'/2T) e Robben (Müller, aos 12'/2T); Pizarro (Mandzukic, no intervalo). Técnico: Pep Guardiola.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Douglas (Lucas Farias, aos 24'/2T), Rafael Toloi (Lucão, aos 24'/2T), Paulo Miranda (Edson Silva, aos 12'/1T) e Reinaldo; Wellington, Fabrício (Lucas Evangelista, aos 17'/2T), Rodrigo Caio (Maicon, aos 10'/2T) e Jadson (Ademilson, aos 7'/2T); Osvaldo (Ganso, no intervalo) e Aloísio (Silvinho, aos 32'/2T). Técnico: Paulo Autuori.