icons.title signature.placeholder Maurício Ferro
20/04/2014
11:30

Com apenas 17 minutos jogados, a Portuguesa abandonou o confronto diante do Joinville pela estreia da Série B, alegando que uma liminar na Justiça de São Paulo impedia o prosseguimento da partida. O presidente da Lusa, Ilídio Lico, afirmou que poderia ser preso caso desobedecesse a ordem judicial e disse que, ciente do risco de sair a decisão, pediu o adiamento da rodada, não sendo atendido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No final da noite deste sábado, a CBF conseguiu cassar a liminar em Brasília.

O advogado da Portuguesa, Daniel Neves, reforçou o discurso do mandatário, afirmando que o clube não pediu nada impossível e que tudo teria sido evitado não fosse a "falta de sensibilidade" e "prepotência" da entidade máxima do futebol brasileiro.

Para o advogado João Henrique Chiminazzo, especialista em direito esportivo da Academia LANCE!, no entanto, a situação não é bem esta. Além de ter a liminar cassada, a Portuguesa ainda pode se encrencar nos tribunais. Ele acredita que "não seria justificável cancelar ou adiar a rodada, porque poderia ou não sair uma liminar". Ele também disse que o suposto mandado de prisão para Lico é "sem fundamento nenhum" e que "não haveria prisão se não obedecesse a liminar".

Ainda de acordo com Chiminazzo, quem deve responder pelo abandono do jogo é - apenas - a Portuguesa e, dependendo da apuração dos fatos, o time do Canindé poderá, sim, ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), como havia previsto Paulo Schmitt, procurador do STJD.

Se ficar configurado o abandono da partida por parte da Lusa, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) garante a punição ao clube, que pode variar de multa ou perda de pontos até exclusão da competição.