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24/04/2014
14:46

Torcida que se preze sempre tem aquela figura cujos hábitos, trajes e trejeitos não o deixam passar despercebido no meio da galera. E que, a longo prazo, se transforma em personagem icônico da paixão da massa. Este é o caso de Juliano Franczak, de Novo Hamburgo (RS).

O torcedor do Grêmio dificilmente teria sido chamado para integrar júri para a escolha da rainha da cidade de Vale Real ou da musa gremista em Cachoeiras, no interior do Rio Grande do Sul - tampouco recebido autorização para cavalgar no gramado do Estádio Olímpico na semana de aniversário do clube, no ano passado -, se não tivesse ficado famoso por ser o "Gaúcho da Geral". Alcunha e notabilidade conquistadas graças ao costume de ir aos jogos no setor da geral devidamente pilchado, isto é, vestido com a indumentária tradicional gaúcha.

De bombacha (calça típica), lenço, guaiaca (cinto), chapéu, botas e bandeira do estado, nunca se furtou de subir mureta ou alambrado para comemorar os gols do Tricolor. Não tinha como não ficar em evidência. No entanto, o motorista garante que a fama não foi premeditada.


O Gaúcho da Geral participou de cavalgada até o Olímpico, com direito a passeio pelo gramado, no aniversário do Grêmio, no ano passado (Foto: Arquivo pessoal)

- Diversas vezes fui do sítio direto para o jogo e, por isso, só dava tempo de vestir a camisa do Grêmio por cima da vestimenta da lida e ir para o estádio. Como sempre vou às partidas, o pessoal passou a me identificar. Com o tempo, começou a pedir fotos comigo e autógrafos. Foi algo espontâneo - diz ele, que, sem jeito, afirma assinar como Gaúcho da Geral os itens que lhe são apresentados pelos fãs:

- Se eu assinar com o meu nome de batismo, não terá valor algum. Ninguém sabe quem é Juliano.

Seja qual for o modo pelo qual lhe chamam, fato é que ele é um dos 17 conselheiros do Grêmio que vêm das arquibancadas, dos quais provavelmente é o único com status de "embaixador" do clube.

- Cada cidade do interior tem um consulado gremista e são constantes os convites para os eventos neles. Sinto-me um artista - conta ele.

Uma celebridade que tem regalias além das demais, já que pode se dar ao luxo de passar despercebido quando lhe convir. Sem estar caracterizado, ele foi somente a um ou dois jogos. Lembra-se de não ter de lidar com o assédio costumeiro.

- Coloquei um boné e ninguém nem olhou para mim - atestou o Gaúcho da Geral.