icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese
11/07/2014
10:57

O último dia de entrevistas da Alemanha na vila de Santo André, do município de Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, foi marcado pela visita de índios da Comunidade Indígena Pataxó de Coroa Vermelha. Cerca de 15 apareceram nesta sexta-feira pela manhã e assistiram às coletivas dos jogadores Thomas Müller, Phillip Lahm e do gerente Oliver Bierhoff.

No fim, os índios presentearam os alemães com instrumentos e deram uma placa simbólica que fazia alusão à luta pela demarcação de terras que eles reinvindicam à prefeitura de Santa Cruz Cabrália.

 A Federação Alemã de Futebol, em contrapartida, entregou um cheque no valor de 10 mil euros (cerca de R$ 30 mil) para que os indíos comprassem um veículo para ajudar no atendimento médico à comunidade.

No dia 9 de junho, no primeiro e único treinamento aberto para o público realizado pelos alemães, cerca de 20 indígenas da Escola Indígena Pataxó de Coroa Vermelha haviam "invadido" o treino e dançado com os jogadores. O atacante Miroslav Klose, aniversariante na ocasião, recebeu de presente um arco e flecha e um instrumento musical.

Por conta da estadia na região durante a Copa, a Federação Alemã também ofereceu doação de materiais e móveis para a Escola Municipal de Santo André e financia a construção de um campo de futebol para moradores na região. Nesta sexta, a DFB também anunciou que vai doar 25 bicicletas para crianças da região. As bicicletas haviam sido trazidas para a Bahia para que os jogadores pudessem andar pela região, mas a polícia vetou a ideia por questões de segurança.

Nesta sexta-feira à noite, a Alemanha deixa de vez a vila de Santo André e parte para o Rio de Janeiro, onde enfrentará a Argentina pela final da Copa do Mundo neste domingo, às 16h, no Maracanã. Em caso de título, os alemães irão para Berlim para comemorar com os torcedores.