icons.title signature.placeholder Renato Homem
04/11/2013
17:11

Embora já tenha vivido tempos mais promissores, o Manchester United, que por anos a fio foi dono do título de marca do futebol mais valiosa do mundo - posto que perdera há dois anos para o Real Madrid, segundo a Forbes - está procurando turbinar suas finanças ao negociar com a Nike um novo vículo. Juntos desde 2002, a fornecedora e os Red Devils não sacramentaram ainda as negociações, que prometem se encerrar até o fim do ano. Recentemente, o United fechou com a Chevrolet a cota máster do seu uniforme, além de ter negociado os naming rights do seu CT com a seguradora  AON.

O Manchester espera concluir as conversas com a Nike o mais depressa possível,  uma vez que a patrocinadora precisa de, no mínimo, um prazo de 18 meses para confeccionar os novos kits para o time. A urgência tem uma razão de ser: se o negócio fracassar, o clube, um dos mais tradicionais do futebol mundial, (sua fundação data de 1 de janeiro de 1878),  tem tempo para se lançar no mercado em busca de uma nova fornecedora.

As especulações em torno do negócio assumem proporções semelhantes ao Big Ben, o icônico relógio londrino: há aqueles que sustentam que a fornecedora americana estaria disposta a desembolsar até 1 bilhão de libras, o equivalente a US $ 1,6 bilhão ou R$ 3,6 bilhões por um contrato de 13 anos com os Red Devils.

A se confirmar , esse valor superaria em muito ao contrato que o Real Madrid mantém atualmente com a Adidas, avaliado em US $ 49 milhões por ano (quase R$ 110 milhões). O negócio confere ao clube merengue o direito de administrar o contrato de fornecimento de material esportivo mais valioso do futebol mundial. O suposto novo acordo renderia ao United uma montanha de dinheiro, avaliada em £ 76,9 milhões por ano, o equivalente a US $ 122 milhões ou R$ 275 milhões. 

A cifra seria 247 % superior ao que a Adidas paga atualmente ao Real Madrid e quase três vezes maior do que o contrato que a Nike mantém hoje com o United - US $ 40 milhões (R$ 90 milhões) por ano para vestir seus atletas. Só para se ter uma ideia: a alemã Adidas paga ao Fluminense parcos R$ 15 milhões a cada ano de contrato e outros R$ 38 milhões ao Flamengo a cada temporada.

O novo acordo superaria ainda a parceria de 10 anos entre a Nike e o Barcelona (27 milhões de libras ou R$ 95,4 milhões por temporada), de oito anos entre Real Madrid e Adidas (31 milhões de libras ou R$ 109,6 milhões por temporada), de 10 anos entre Chelsea e Adidas (30 milhões de libras ou R$ 106,1 milhões por temporada).

Os Diabos Vermelhos vão estampar, na próxima temporada, a marca da Chevrolet, que assumiu a cota máster.  A montadora americana pagou nada menos do que 450 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) por um acordo de sete anos. A fabricante de automóveis irá substituir a corretora de seguros AON, que perdeu a cota máster, porém, fez questão de manter sua marca associada ao United. Em abril deste ano, o grupo renovou por oito anos, incorporando os naming rights do CT do United por 150 milhões de euros, o equivalente a R$ 452 milhões.