icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
12/03/2014
09:31

No último dia 8, o LANCE!Net mostrou que uma das irritações de Mário Gobbi em relação à ação impetrada pelo Sindicato dos Atletas de São Paulo na Justiça do Trabalho foi o fato de os jogadores do Corinthians não terem sido consultados. Agora, foi a vez do Sapesp responder, por meio de um dos advogados responsáveis pela ação.

– Com ou sem, faríamos isso porque foi uma situação grave. Faríamos até para ser um marco inicial diante dessa relação promíscua entre clube e organizadas. Houve uma consulta, sim, mas eu diria que, digamos, uma consulta informal a alguns – afirmou Washington Rodrigues de Oliveira.

– Esse papel (de cobrança por um melhor resultado do time) não cabe à torcida organizada. Os atletas não têm mais essa obrigação de se reunir com torcedores em centro de treinamento – completou.

O Corinthians foi o primeiro alvo de ação trabalhista por parte do Sindicato, que pede R$ 6,2 milhões por assédio moral e/ou atentado contra os jogadores e falta de segurança no trabalho na invasão ao CT em 1º de fevereiro. Mas não será o último.

Questionado sobre outras invasões de torcedores organizados à propriedade privadas de clubes paulistas que não viraram ações trabalhistas, o representante do sindicato afirmou que, em caso de novos episódios, a atitude será a mesma.

– A movimentação do Sindicato é fruto da própria movimentação da sociedade, que busca mais responsabilizações. É mais o momento mesmo, está transbordando, pede-se uma formação de responsabilização – afirmou o advogado do Sapesp.

– Se vê isso na questão do racismo também. As pessoas estão mais mobilizadas do que era no passado. No episódio do João Vitor, do Palmeiras (agredido pela torcida), o Sindicato tentou fazer algo, mas não teve a ajuda de nenhum jogador de outro clube, apenas dos atletas alviverdes - completou.