icons.title signature.placeholder Amir Somoggi
10/06/2014
19:56

A partir dessa semana o mundo se voltará para o Brasil. A Copa do Mundo vai começar e bilhões de telespectadores acompanharão os jogos das 32 seleções participantes, além de notícias, VT’s, matérias especiais. Isso somente em se tratando da mídia convencional.

A Copa de 2014 será sem dúvida a mais midiática da história. A expectativa da FIFA é que os 64 jogos atinjam uma audiência acumulada de 32 bilhões de telespectadores, um aumento de 23% em relação ao registrado em 2010 na África do Sul.

A China em 2010 foi o país que mais gerou audiência para o evento com 329 milhões de telespectadores, seguido pelo Brasil com 158 milhões, Japão com 109 milhões e EUA com 95 milhões.

Estes números vão crescer seguramente em 2014, já que o futebol vem se desenvolvendo rapidamente em vários importantes países, como os EUA, que foi o mercado que mais cresceu em audiências televisivas de 2006 para 2010.

Entretanto o grande impacto desta Copa no Brasil será o uso das redes sociais, já que evoluíram muito nos últimos anos e são uma realidade na vida das pessoas. Uma jogada fantástica, uma defesa incrível ou um erro de arbitragem repercutirá muito mais do que simplesmente na sua transmissão ao vivo. Serão bilhões de tuites, compartilhamentos e posts em todo o planeta durante o evento.

Os atletas também estarão conectados, e gerarão grande repercussão com seus posts, fotos e comentários. Os fãs de Facebook, Twitter, Instagram, etc, proporcionarão a esse Mundial um impacto muito maior que os outros, já que a repercussão sairá da mídia convencional para a chamada segunda tela em tablets, smartphones e outros dispositivos móveis.

Um ponto sensível dessa nova realidades será a ausência de Wifi em 6 das 12 arenas que serão realizadas as partidas, que podem afetar esse impacto midiático.

Isso porque boa parte da alegria dos torcedores nos jogos é poder compartilhar sua emoção com seus amigos nas redes sociais, estamos falando de milhões de pessoas, todas conectadas.

O fato é, teremos a Copa mais midiática e conectada da história, mas pela nossa ineficiência podemos ter um resultado abaixo do potencial deste grande evento.